Kyiv: UE nota "solidariedade inabalável" em aniversário da independência
N um comunicado divulgado a três dias de a Ucrânia celebrar o 35.º aniversário da independência, em 24 de agosto, a Comissão Europeia reiterou a sua "solidariedade e compromisso inabalável para com a soberania, independência e integridade territorial" do país.
"Continuamos a apoiar a Ucrânia nos seus esforços em prol de uma paz abrangente, justa e duradoura, bem como no seu percurso europeu", referiu o executivo comunitário.
Num balanço das medidas que tem adotado para apoiar a Ucrânia, a Comissão Europeia apontou que, desde o início da guerra, em 24 de fevereiro de 2022, a UE e os Estados-membros "mobilizaram um total de 220,2 mil milhões de euros em assistência humanitária, financeira e militar" ao país.
Em relação a medidas recentes, a Comissão Europeia recordou que, nos últimos meses, a UE aprovou e começou a pagar os primeiros pacotes de ajuda financeira ao abrigo do empréstimo de 90 mil milhões de euros, "destinado a manter as capacidades de defesa e a reconstrução do país".
"A UE adotou também o 21.º pacote de sanções, que restringe ainda mais a capacidade da Rússia de financiar a sua guerra ilegal e de realizar ataques contra civis e infraestruturas civis ucranianas", indicou o executivo.
Por outro lado, o executivo comunitário afirmou que a UE está também a "liderar os esforços para assegurar a recuperação e o investimento a longo prazo na economia da Ucrânia" e a desempenhar "um papel crucial na garantia do regresso das crianças ucranianas transferidas ou deportadas à força pela Rússia".
No comunicado, a Comissão Europeia disse ainda considerar que o 35.º aniversário da independência da Ucrânia é uma ocasião para se destacar a "coragem, resistência e resiliência do povo ucraniano perante a guerra de agressão contínua e brutal da Rússia".
O dia "também simboliza a aspiração da Ucrânia em ser um país democrático e europeu", concluiu o executivo.
A guerra em curso começou em fevereiro de 2022, quando a Rússia invadiu a Ucrânia para "desmilitarizar e desnazificar" o país vizinho, entre outros objetivos, como justificou na altura o Presidente russo, Vladimir Putin.
Os ataques têm vindo a intensificar-se nos últimos meses em ambos os lados da frente, fazendo um número crescente de vítimas civis, embora o balanço seja desconhecido, incluindo entre os militares.
Trata-se do conflito armado mais grave na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, que ocorreu entre 1939 e 1945.
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