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Ceuta: Espanha reforça fronteira por alertas para dia de eleições em Marrocos

Notícias ao Minuto - Mundo ·
Ceuta: Espanha reforça fronteira por alertas para dia de eleições em Marrocos

N uma conferência de imprensa em Ceuta, o ministro da Administração Interna de Espanha, Fernando Grande-Marlaska, disse que se vivem "momentos de preocupação" com "outro alerta" para o dia 23 de setembro, coincidindo com as eleições legislativas em Marrocos.

Assim, "com caráter preventivo", foram reforçados os dispositivos de segurança nas duas cidades, enclaves espanhóis no norte de África, com três pelotões da Guarda Civil em cada um deles, disse o ministro.

Grande-Marlaska acrescentou que há também "um dispositivo importante" a funcionar a nível de serviços de informação, em cooperação com Marrocos e o Serviço de Ação Exterior da União Europeia, para rastrear diversas fontes e avaliar o nível de ameaça.

A embaixada de Espanha em Rabat tinha já lançado uma campanha hoje para desencorajar as tentativas de entrada ilegal em Ceuta e Melilla, após novos apelos começarem a circular nas redes sociais para travessias durante as eleições marroquinas de quarta-feira.

"Entrar em Espanha de forma irregular por Ceuta e Melilla não garante o direito de acesso à Península Ibérica, de permanecer em Espanha ou de circular livremente pelo resto da União Europeia", refere a embaixada de Espanha em Marrocos na campanha 'online'.

"Não se deixem enganar por informações falsas. A recente decisão do Supremo Tribunal clarifica o procedimento para quem entra por via marítima. Não modifica a Lei da Imigração. Não declara ilegais as recusas de entrada nas fronteiras. Não impede o regresso", acrescenta a campanha, que está também a ser partilhada nas contas de vários consulados espanhóis no país norte-africano.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, José Manuel Albares, também avançou que o seu ministério ativou "mecanismos preventivos" para combater os apelos que circulam nas redes sociais.

A iniciativa coincide com os apelos nas redes sociais para uma nova travessia irregular para Ceuta no dia 23, depois da entrada de mais de 70.000 pessoas na cidade em 24 horas em 30 e 31 de julho.

Embora a maioria das pessoas que entraram ilegalmente naquelas horas tenha regressado a Marrocos, vários milhares permanecem na cidade espanhola.

Segundo dos dados mais recentes do Governo espanhol, há cerca de 6.000 adultos e 2.000 menores referenciados e registados em centros de acolhimento, com vista à abertura de processos de repatriamento ou concessão de asilo, mas entre 3.000 a 3.500 pessoas continuam nas ruas, sem haver para já capacidade em Ceuta para alojamento.

A crise resultou também em pelo menos 140 mortes, segundo organizações da sociedade civil.

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