Autoridades encerram "shopping" na Tapada das Mercês por insalubridade e pernoitas ilegais
As autoridades encerraram um centro comercial na Tapada das Mercês, Sintra, devido a “graves problemas” de insalubridade e segurança e a descoberta de duas pessoas a habitar indevidamente em lojas, em condições degradantes, informou esta terça-feira a PSP.
Esta “operação interinstitucional”, com várias autoridades, realizada na passada quinta-feira através da Divisão Policial de Sintra surgiu na sequência de denúncias relativas à utilização indevida de lojas para fins habitacionais e à existência de graves problemas de higiene, salubridade e segurança, adianta a PSP, em comunicado.
Durante a intervenção foi detetado ali a pernoitar um homem de 71 anos, que “apresentava sinais de fragilidade física, dificuldades de mobilidade e várias feridas visíveis”, refere a PSP, acrescentando que face ao seu estado de saúde foram acionados os meios de emergência, tendo recebido os primeiros cuidados no local e sido posteriormente transportado para o Hospital Amadora/Sintra, “por suspeita de desidratação e necessidade de avaliação médica”.
A segunda pessoa identificada ali a pernoitar numa das lojas foi uma mulher já anteriormente sinalizada pelos serviços de ação social, estando ambos “em condições manifestamente incompatíveis com os requisitos mínimos de habitabilidade, higiene e segurança”.
Os cidadãos foram sinalizados para acompanhamento social, tendo sido prevista a articulação com os serviços competentes para avaliação das suas necessidades e encaminhamento para respostas de acolhimento adequadas.
A operação contou com o apoio do Núcleo de Estrangeiros e Controlo Fronteiriço da PSP, da Polícia Municipal de Sintra, dos Serviços Municipais de Proteção Civil de Sintra, da Divisão de Fiscalização Municipal e Urbanística da Câmara Municipal de Sintra, da Divisão de Emergência Social da autarquia, Bombeiros Voluntários de Mem-Martins e da Unidade de Saúde Pública Sintra-Amadora.
Segundo a PSP, no decurso da operação foi “identificado um cenário de degradação generalizada, com acumulação de entulho e materiais diversos, falta de iluminação e ventilação adequadas, odores intensos e indícios de condições propícias à proliferação de pragas.
Foram ainda identificados fatores de risco de incêndio, associados à elevada quantidade de materiais acumulados, incluindo bilhas de gás junto de produtos inflamáveis, bem como dificuldades de circulação e de acesso a determinados compartimentos.
A fiscalização permitiu igualmente verificar que um dos estabelecimentos comerciais em funcionamento não possuía a licença necessária para o exercício da atividade.
Perante a gravidade das condições observadas, os Serviços Municipais de Proteção Civil e a Divisão de Fiscalização Municipal e Urbanística consideraram necessário o encerramento imediato do espaço, “tendo sido propostas medidas destinadas a impedir a continuidade da sua utilização indevida e a salvaguardar a segurança de pessoas e bens”.
Na sequência dos problemas detetados, foi feito o emparedamento da entrada principal e dos acessos nas traseiras do edifício, “impedindo o acesso indiscriminado e a continuidade da utilização indevida das lojas”, explica a PSP.
Foi, contudo, mantido temporariamente um dos ac
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