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Moody's mantem 'rating' da Corporação Financeira Africana em A3

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Moody's mantem 'rating' da Corporação Financeira Africana em A3

"O s 'ratings' evidenciam a posição de solvência resiliente da AFC, que está a ser reforçada através de injeções de capital por parte de acionistas existentes e novos, embora o rácio de adequação de capital da empresa continue a ser mais fraco do que o dos seus pares", lê-se na nota que acompanha a divulgação da decisão sobre a qualidade de crédito, que assim se mantém acima da recomendação de crédito.

A AFC é uma dos principais financiadores de grandes projetos de infraestruturas em África, beneficiando de financiamento mais barato devido ao seu 'rating' acima da grande maioria dos países africanos.

Isto significa que os governos podem recorrer a esta entidade para beneficiar de crédito mais barato do que se utilizassem os mercados financeiros internacionais, permitindo fazer avultados investimentos, como no Corredor do Lobito, uma infraestrutura estratégica que liga o Porto do Lobito, em Angola, às regiões mineiras da República Democrática do Congo e da Zâmbia, através da extensão e modernização do Caminho de Ferro de Benguela.

O desempenho dos ativos "tem-se mantido robusto nos últimos dois anos, apesar dos investimentos de capital relativamente avultados e das exposições ao setor privado em países de maior risco", lê-se ainda na nota da Moody's.

Os analistas sustentam ainda que "a perspetiva de evolução estável equilibra o balanço reforçado da AFC com o crescimento contínuo do capital próprio utilizável e o desempenho robusto dos ativos, com o crescimento significativo dos ativos relacionados com o desenvolvimento e o perfil irregular de vencimentos da dívida da AFC".

As fontes de financiamento da AFC são diversificadas, com uma exposição crescente aos bancos, representando 60% do financiamento desta entidade no ano passado, diz a Moody's, acrescentando que "a AFC demonstrou um forte acesso ao mercado de empréstimos sindicados, uma vez que a empresa emitiu um empréstimo sindicado global de 1,5 mil milhões de dólares [1,3 mil milhões de euros] em 2025, seguido de um empréstimo sindicado global subsequente de dois mil milhões de dólares [1,7 mil milhões de euros] em 2026, proveniente de um vasto leque de grandes bancos comerciais internacionais".

Por outro lado, salientam, a manutenção do 'rating' A3 também incorpora uma avaliação sobre a "fraca solidez dos membros da AFC, devido à baixa classificação média dos acionistas e ao fraco apoio contratual".

Em junho de 2026, a AFC contava com 45 Estados-membros num total de 64 acionistas, um aumento em relação aos 55 registados em dezembro de 2024, entre os quais se contavam os lusófonos Angola, Guiné Equatorial e Cabo Verde, e investiu mais de 15 mil milhões de dólares (12,9 mil milhões de euros) em 36 países africanos desde a sua criação.

"A expansão do número de membros da AFC reflete o apoio dos acionistas ao mandato da AFC e ao seu papel crescente no desenvolvimento de infraestruturas estratégicas em todo o continente, permitindo à empresa expandir as suas operações, mantendo simultaneamente métricas de crédito robustas", conclui a Moody's.

A AFC foi criada em 2007 para fomentar investimentos em infraestruturas e indústria no continente africano, juntando conhecimentos especializado

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