Benfica sem maturidade com um "calduço" a mais no Dragão?
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Porto 3, Benfica 1. Primeiro clássico da temporada no Dragão sorriu aos azuis e brancos com uma expulsão de Lenglet, que também mudou esse jogo ainda durante a primeira parte. Gabriel Alves, Pedro Henriques e Bruno Vieira Amaral para uma edição especial de "E o Campeão É" nesta manhã de segunda-feira. Bem-vindos, campeões. Bruno Vieira Amaral, começaria por ti, pegando aqui nas palavras de Marco Silva: faltou maturidade a este Benfica, foi uma das expressões usadas pelo treinador.
Sim, em vários momentos do jogo faltou. Acho que o Benfica entrou muito bem no jogo, a dominar, a construir de acordo com a sua identidade. E ao mesmo tempo que fazia isso, acabava por anular as maiores virtudes do Futebol Clube do Porto, conseguia resistir à pressão do Futebol Clube do Porto. Eu acho que isso aconteceu mais ou menos nos primeiros 20, 25 minutos. Depois, há ali um momento em que Prestianni sai durante algum tempo lesionado, está ali um minuto fora, um, dois minutos fora, e eu acho que a partir desse momento há uma alteração no jogo e o Porto passa, se não a dominar, pelo menos a crescer um pouco. E creio que isso teve muito que ver com o papel de Frold. Acho que foi decisivo. A partir do momento em que Frold encontrou a equipe, mais do que a equipe encontrou Frold, o Porto começou a criar perigo, começou a controlar mais o jogo. O Benfica deixou de construir como estava a construir até esse momento. E depois, eu acho que na questão da imaturidade, Marco Silva refere-se a dois aspectos em particular. Um que tem a ver com a forma como o Benfica joga e permite também lances de perigo aos adversários. E isso aconteceu ontem no primeiro gol, em que há várias falhas da defesa do Benfica, também acontece no segundo gol. E depois do Benfica ter feito o mais difícil, que era reduzido a 10, conseguir empatar, devia ter sido, não sei se devo dizer maduro, mais matreiro. Devia ter sido uma equipe mais cínica, como o Porto normalmente é. E ontem também foi uma equipe cínica, mesmo depois de estar em vantagem no marcador e com um a mais, e o Benfica não soube ser essa equipe. Isso são problemas que Marco Silva terá de resolver. Por outro lado, acho que também se referia à imaturidade de Lenglet no lance da expulsão. Podemos questionar se aquele lance seria suficiente para ver um segundo amarelo. Se compararmos com outros lances do Futebol Clube do Porto, antes e depois da expulsão, antes e depois do gol, ou até o lance do Gabri Veiga em que vê o amarelo. Mas a verdade é que Lenglet, que até é dos mais experientes, dos jogadores com mais experiência na equipe, não podia ter feito aquilo, porque deu azo a que o árbitro lhe mostrasse um segundo cartão amarelo, e isso condicionou, obviamente, depois todo o resto do jogo.
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