Grupo Pestana e Figueira Praia vão a jogo na concessão do casino da Madeira
O casino da Madeira Wikimedia Commons É na ‘Pérola do Atlântico’ que vão terminar as mexidas nas concessões dos casinos portugueses este ano.
O grupo Pestana e a espanhola Cirsa, através das suas subsidiárias dedicadas ao jogo, lançaram-se na corrida à exploração do casino do Funchal a partir do próximo ano , sabe o ECO.
O contrato que está em vigor — precisamente com os proprietários dos hotéis Pestana — vai terminar a 31 de dezembro de 2026, pelo que, a 1 de janeiro de 2027, ou se mantém a mesma concessionária, que voltou a concorrer, ou fica nas mãos da operadora do casino da Figueira da Foz.
O prazo para a apresentação de propostas para obter licença exclusiva de exploração dos jogos de fortuna ou azar na zona de jogo do Funchal acabou na semana passada e entraram nesta ‘roleta’ a ITI – Sociedade de Investimentos Turísticos da Ilha da Madeira (Pestana Casino Park) e a Sociedade Figueira Praia, que opera o casino da Figueira da Foz, um dos mais antigos do país.
A decisão sobre a exploração de jogos de fortuna ou azar na Zona de Jogo do Funchal é da responsabilidade da Região Autónoma da Madeira, portanto foi o governo regional que lançou o procedimento concursal no final de julho, solicitando candidaturas até ao dia 8 de setembro.
O concurso acontece depois de, em 2023, o executivo regional liderado por Miguel Albuquerque ter decidido estender o contrato por mais três anos devido aos prejuízos causados pela pandemia de Covid-19.
Jogo online pede ao Governo para legalizar casino ao vivo Ler Mais Além disso, renovou a licença com o grupo Pestana, após o casino madeirense ter perdido mais de 40% em receitas nesses anos de confinamento e de a concessionária ter cumprido com as suas obrigações, nomeadamente o pagamento de contrapartidas, a construção de um hotel e a realização de um investimento de três milhões de euros no casino da Madeira.
Trata-se da ITI, conhecida como complexo Pestana Casino Park, que foi fundada há 62 anos e é 100% detida pela M.& J.
Pestana – Sociedade de Turismo da Madeira, cuja casa-mãe é o Grupo Pestana SGPS .
No ano passado, a sociedade madeirense lucrou 22,7 milhões de euros, o que corresponde a uma subida homóloga de 5% no resultado líquido, enquanto o volume de negócios aumentou 9,6% para 48,1 milhões de euros, segundo os dados depositados no registo comercial.
Agora, enfrenta a concorrência da operadora da Figueira da Foz , numa batalha para 15 anos (mais cinco opcionais) de concessão, na qual o vencedor terá de pagar uma contrapartida inicial de 15 milhões de euros e investir, no mínimo, seis milhões de euros no local.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.