Bebé Oceana nasceu numa ambulância dos Bombeiros de Condeixa
U ma bebé nasceu numa ambulância dos Bombeiros Voluntários de Condeixa-a-Nova, no distrito de Coimbra, durante a madrugada desta sexta-feira, 18 de setembro.
Numa publicação, partilhada nas redes sociais, a corporação adiantou que foi acionada "para prestar assistência numa ocorrência de trabalho de parto", mas, à chegada dos bombeiros, "o nascimento encontrava-se iminente".
"Perante a evolução da situação, o parto acabou por acontecer, às 03h55, no interior da ambulância, com o acompanhamento e apoio diferenciado da equipa da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) do INEM", lê-se.
Após o parto, mãe e filha foram "transportadas em segurança para a Maternidade Bissaya Barreto" e encontram-se bem.
"Momentos como este recordam-nos a importância da preparação, do profissionalismo e da capacidade de resposta dos nossos operacionais. Parabéns a todos os bombeiros e profissionais de saúde envolvidos nesta ocorrência e, acima de tudo, desejamos muitas felicidades aos pais e à sua bebé Oceana!", concluiu a corporação.
Só em 2025 nasceram, pelo menos, 60 bebés em ambulâncias em Portugal. Trata-se de um aumento de 114%, uma vez que em 2024 tinham sido registados 28 partos nestas circunstâncias, segundo dados do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) enviados ao Público. Há ainda registo de 23 partos na via pública.
Do total de partos em ambulâncias e na via pública, quase metade (36) ocorreram na região de Lisboa e Vale do Tejo.
Em janeiro, contudo, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, defendeu que o número de partos fora dos hospitais, em Portugal, é semelhante ao da última década, ocorrendo a maior parte no domicílio.
"Os números são semelhantes aos últimos anos, com exceção da pandemia em que houve mais partos extra-hospitalares, pelas razões que se compreendem. Portanto, não há nenhuma grande alteração relativamente ao número de partos extra-hospitalares. Ou seja, o número é sensivelmente o mesmo da última década", disse a ministra após ter participado na conferência "Futuro da Saúde na Europa", no Porto.
Segundo Ana Paula Martins, "a maior parte dos partos extra-hospitalares não ocorre na via pública, felizmente, e nem ocorre nas ambulâncias. Ocorre no domicílio", acrescentando que, por essa razão, "o INEM [Instituto Nacional de Emergência Médica] acaba por ser chamado para poder resolver situações que se complicam".
Um bebé nasceu antes da chegada das equipas de emergência, tendo sido assistido pela própria família. Os Bombeiros Voluntários de Portimão prestaram os cuidados pré-hospitalares à mãe e ao recém-nascido, que "encontram-se bem".
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