Viviane recria em novo disco temas de mulheres
O novo álbum da cantora e compositora Viviane, Ela por Elas , a sair na sexta-feira, corresponde a um desafio que a intérprete fez a si própria, de recriar temas de mulheres que abriram caminho a intérpretes como ela.
“Foi um desafio que propus a mim própria, e eu gosto muito destes desafios e este foi particularmente interessante, de agarrar nestas vozes femininas que me marcaram, dar o meu cunho pessoal e uma nova vida a estas canções, para não as deixar cair no esquecimento e, espero – tenho a certeza – que quando ouvirem [as criadoras] vão gostar”, disse Viviane em entrevista à agência Lusa.
O álbum, exclusivamente em formato digital, é composto por oito canções de intérpretes ligadas a grupos que marcaram a cena musical portuguesa nos finais do século XX e começo do século XXI , de Xana, dos Rádio Macau, a Mitó Mendes, dos A Naifa, ou Né Ladeiras, da Banda do Casaco.
Viviane afirmou que foram as vozes delas que a levaram à escolha das canções, às quais propõe “uma nova roupagem, tornando-as mais lentas, para serem escutadas de uma outra forma, com mais atenção, contrastando com um tempo apressado” da atualidade.
A escolha dos temas “partiu, fundamentalmente, de dois: Alfama , dos Mler Ife Dada, cantada pela Anabela Duarte, um fado desconstruído, apenas cantado com baixo e voz, de que gosto imenso e que ainda hoje canto nos meus concertos, o outro é Amor Errante , dos Diva, interpretada pela Natália Casanova, que ouvia imenso quando estava a dar os primeiros passos com os Entre Aspas”.
À Lusa, Viviane afirmou ter tido vontade de gravar estas canções pois são de cantoras que a influenciaram: “E por que não ir buscar canções de cantoras que cantaram em bandas icónicas da música portuguesa, que foram marcantes e influenciaram o meu percurso, e esta é a minha homenagem a todas estas cantoras que foram pioneiras e abriram caminho para outras, como eu, fazerem o seu caminho na música”.
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“Para interpretar estas canções tentei mesmo esquecer os originais e, com a ajuda do telemóvel, gravei o primeiro impulso, a primeira forma como eu interpretei estas canções, como se eu nunca as tivesse ouvido. Pus-me um bocadinho de fora de mim própria a observar como é que as faria, como eu as interpretaria.
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