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Taiwan cria aliança internacional para prevenção e resposta a desastres

RTP Notícias ·
Taiwan cria aliança internacional para prevenção e resposta a desastres

Segundo meios de comunicação locais, a organização, promovida por Taiwan, tem como membros fundadores a ilha, 11 dos seus aliados diplomáticos e a Somalilândia, enquanto entidades de outros 21 países, incluindo Estados Unidos, Japão, Reino Unido, Alemanha, Países Baixos, Polónia, Turquia e Filipinas, participam como observadores ou parceiros.

O fórum reuniu em Taipé mais de 500 especialistas, responsáveis governamentais e representantes empresariais locais e estrangeiros para debater alterações climáticas, riscos geopolíticos, ameaças de "zona cinzenta", cooperação entre civis e militares e modelos de resiliência.

Ao discursar na abertura do Fórum Internacional "Taiwan Resiliente para uma Democracia Sustentável", em Taipé, William Lai classificou a criação da WADM como "um importante avanço para Taiwan em mais de meio século de esforços para participar em organizações internacionais".

A WADM pretende ligar governos, autoridades e organizações de prevenção e resposta a catástrofes de vários países, promovendo formação e exercícios conjuntos, assistência mútua e partilha de informações.

Segundo a Presidência taiwanesa, a cooperação deverá abranger as diferentes fases da gestão de catástrofes, desde o alerta precoce à resposta de emergência e recuperação, com o objetivo de transformar Taiwan num centro de coordenação transfronteiriça nesta área.

O Presidente taiwanês associou a nova organização à estratégia de reforço da resiliência da sociedade da ilha, dois anos depois da criação de uma entidade para reforçar a capacidade de resposta da sociedade através da cooperação entre os setores público e privado e do envolvimento do Governo, empresas, universidades, centros de investigação e organizações da sociedade civil.

"Após dois anos de preparação, estamos confiantes de que o atual modelo de Taiwan tem algo a oferecer à comunidade internacional e pode servir de base a outros países que procurem reforçar a sua própria preparação", afirmou Lai Ching-te.

O chefe de Estado referiu como exemplo os exercícios militares anuais Han Kuang e os exercícios de resiliência urbana realizados em agosto, que envolveram em simultâneo organismos civis dos governos central e locais.

Perante aquilo que classificou como um cenário internacional em rápida transformação e ameaças crescentes da China, Lai afirmou que a sua função é garantir que Taiwan esteja mais bem preparado e disponha de maior capacidade para manter o `status quo` e impedir que a paz seja comprometida por "provocações unilaterais".

Pequim considera Taiwan parte integrante do território chinês e não exclui recorrer à força para promover a reunificação.

O Governo de Taiwan, liderado desde 2016 pelo Partido Democrático Progressista (PDP), formação de tendência soberanista, defende que a ilha já é `de facto` um país independente e que o seu futuro só pode ser decidido pelos seus 23 milhões de habitantes.

Lai salientou que as despesas de defesa taiwanesas duplicaram na última década e que a sua administração propôs para o próximo ano, pela primeira vez, um orçamento superior a um bilião de dólares taiwaneses (27,3 mil milhões de euros).

O Presidente taiwanês defendeu que as democracias globais

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.rtp.pt — o conteúdo pertence a RTP Notícias.

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