CARE Moçambique ajuda mais de 200 mil afetados por cheias e terrorismo
Mais de 200 mil moçambicanos afetados pelo terrorismo no norte e pelas cheias no sul beneficiaram desde abril de assistência humanitária através do projeto Restore, liderado pela organização CARE Moçambique, anunciaram hoje as instituições envolvidas.
O diretor nacional-adjunto da CARE Moçambique, Vicente Adriano, disse em Pemba, capital provincial de Cabo Delgado, que o projeto previa apoiar 152 mil pessoas, mas acabou por superar a meta inicial.
"Prevíamos assistir 152 mil pessoas, e nós conseguimos assistir mais de 200 mil pessoas", afirmou.
Segundo o responsável, cerca de 25% dos beneficiários correspondem a famílias afetadas pelas cheias na província de Gaza.
No setor da agricultura e segurança alimentar, a organização apoiou mais de 18 mil pessoas com insumos agrícolas e ferramentas para retomar a produção após as inundações.
"Providenciámos assistência a mais de 18 mil pessoas com insumos agrícolas e ferramentas para uma recuperação rápida logo depois das cheias", disse.
A CARE Moçambique, representação da organização humanitária internacional CARE International, liderou o projeto Restore, implementado entre abril e outubro nas províncias de Cabo Delgado, Nampula e Gaza, que prestou assistência a famílias afetadas pelo terrorismo e pelas cheias através de apoio alimentar e agrícola, serviços de saúde, água e saneamento, construção de abrigos, apoio documental e espaços de aprendizagem para crianças, num programa orçado em oito milhões de dólares (6,9 milhões de euros).
A intervenção incluiu ainda assistência monetária não condicionada durante três meses consecutivos para famílias afetadas.
"Essa assistência monetária permitiu dar maior liberdade e flexibilidade às famílias para responderem às suas necessidades", acrescentou.
Na área da saúde, através de brigadas móveis realizadas em coordenação com as autoridades sanitárias distritais e provinciais, foram apoiadas mais de 6.000 pessoas em zonas de difícil acesso, incluindo nos distritos de Ancuabe e Chiúre.
Vicente Adriano destacou igualmente as intervenções no setor da água, saneamento e higiene, incluindo a reabilitação de infraestruturas para comunidades regressadas às zonas de origem após deslocações provocadas pelo conflito armado.
"Estamos a falar de mais de 30 fontes de água reabilitadas", afirmou.
Segundo o responsável, as equipas distribuíram ainda kits de água, saneamento e higiene contendo baldes, detergentes e sabão para responder às necessidades das famílias durante três meses.
No setor do abrigo, considerado um dos mais exigentes da resposta humanitária, o projeto permitiu construir cerca de 1.500 habitações.
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