Alzheimer Portugal apela a resposta nacional urgente às demências
Sob o mote “Doença de Alzheimer em Portugal: O Custo do Adiamento e o Valor do Tempo”, a associação estima que cerca de 240 mil pessoas vivam com demência em Portugal, segundo dados da Alzheimer Europe.
A associação destaca ainda a aprovação europeia de dois novos medicamentos para fases iniciais da doença, que, segundo os estudos citados, poderão reduzir a progressão do declínio cognitivo em cerca de 30% ao longo de 18 meses.
Apesar de comercializados em Portugal, a ausência de comparticipação condiciona, segundo a Alzheimer Portugal, o acesso às terapêuticas.
A Carta Aberta defende que a avaliação destas opções tenha em conta, além do custo dos medicamentos, o impacto económico e social da doença nas famílias, nos cuidadores e nos sistemas de saúde e proteção social.
Entre as medidas propostas estão a continuação da implementação do Plano Nacional da Saúde para as Demências, a definição das demências como prioridade nacional de saúde, a melhoria dos percursos de cuidados nas Unidades Locais de Saúde e o reforço da sensibilização para o diagnóstico precoce.
A Alzheimer Portugal reivindica ainda acesso equitativo à inovação, maior participação das pessoas com demência, cuidadores e associações de doentes nas decisões em saúde e a consideração dos custos sociais da doença na Avaliação de Tecnologias de Saúde.
Para a associação, “é tempo de agir” para diagnosticar mais cedo, preservar a autonomia, apoiar os cuidadores e preparar o Serviço Nacional de Saúde para o impacto crescente das demências.
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