China aprova legislação que endurece controlo sobre viagens ao estrangeiro
A China introduziu novos e abrangentes controlos sobre as viagens ao estrangeiro dos seus cidadãos, numa altura em que intensifica os esforços para proteger segredos de Estado, tecnologia e trabalhadores altamente qualificados.
As regras, que entram hoje em vigor, formalizam restrições que têm vindo a ser gradualmente impostas às viagens ao estrangeiro de funcionários públicos de nível médio e superior, quadros do Partido Comunista Chinês (PCC) e trabalhadores de empresas estatais, segundo analistas.
As medidas vão abranger também cidadãos que trabalham no setor privado em áreas consideradas sensíveis. Quem violar as novas regras poderá enfrentar multas elevadas e proibições de saída do país entre três meses e um período indeterminado.
Segundo analistas, a legislação representa uma aproximação às restrições às viagens ao estrangeiro que vigoraram durante décadas na era de Mao Zedong e que só foram totalmente flexibilizadas com a abertura da China ao comércio internacional.
"O resultado poderá ser um regresso gradual a um modelo anterior à década de 1990, no qual as viagens internacionais são tratadas menos como um direito individual e mais como um privilégio sujeito a aprovação administrativa", afirmou Henry Gao, professor de Direito na Universidade de Gestão de Singapura, citado pelo jornal britânico Financial Times.
"Além de restringir a circulação, esta abordagem ajuda a manter tanto as pessoas como o capital mais firmemente dentro da esfera de controlo do Partido-Estado", acrescentou.
O primeiro-ministro chinês, Li Qiang, assinou o decreto em julho.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.rtp.pt — o conteúdo pertence a RTP Notícias.