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Atual surto de Ébola no Congo já é o segundo mais letal da história

CNN Portugal ·
Atual surto de Ébola no Congo já é o segundo mais letal da história

O atual surto do vírus Ébola na República democrática do Congo (RDCongo), já é o mais letal desta doença em registo, com 2.325 mortes confirmadas, de acordo com os últimos dados das autoridades congolesas.

Com um total de 4.945 casos confirmados, o surto supera assim tanto em contágios como em mortes o que atingiu também o leste da RDC entre 2018 e 2020 — que causou 2.299 mortos e 3.481 casos —, embora continue ainda longe do mais mortífero já registado entre 2014 e 2016, que provocou 11 mil mortos e 28 mil contágios na África Ocidental.

Este número de mortos foi atingido quase três vezes mais rapidamente do que no surto de Ébola de 2014-2016 na África Ocidental — o pior da história.

A epidemia está a alastrar-se perante um cenário difícil, com greves de alguns profissionais de saúde que não recebem salários, ameaças de grupos rebeldes, a indignação de comunidades há muito traumatizadas e desinformação que afirma que o Ébola não é real.

Segundo recentes informações partilhadas pela OMS, o vírus começou a circular no leste da RDCongo em fevereiro, embora uma investigação publicada na revista "Science", no final de julho, tenha sugerido que as primeiras infeções teriam ocorrido ainda antes, pelo menos em janeiro.

Após a declaração da epidemia em Ituri, o vírus propagou-se para a vizinha Uganda, país que se declarou "livre do Ébola" a 28 de julho, após registar 20 casos confirmados, incluindo 15 casos considerados importados da RDCongo, entre os quais se contaram duas mortes.

A epidemia está associada à estirpe de Bundibugyo, cuja taxa de letalidade oscila entre os 30% e os 50% e para a qual não existe vacina autorizada nem tratamento específico, segundo a OMS.

O vírus do Ébola transmite-se por contacto direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infetados e provoca febre hemorrágica grave, vómitos, diarreia e hemorragias internas.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.

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