Habitação: Debate de urgência do Livre marcado por troca de culpas e foco na imigração
O debate pedido pelo Livre, de urgência, sobre a Habitação decorreu, esta quarta-feira, no Parlamento.
Enquanto Livre apontou o dedo ao Governo, IL e Chega, assim como fez o PS, PSD e Chega escolheram culpar a esquerda pelos 1,5 milhões de pessoas que entraram no país nos últimos anos.
Na abertura do debate, o co-porta voz do Livre Jorge Pinto começou por afirmar que: “Este debate tem de existir porque há uma urgência, há uma urgência real no nosso país, uma urgência que não é de hoje, mas que está cada vez pior e aquilo que a Assembleia da República tem de fazer é ser a voz daqueles que nas ruas nos podem soluções para os seus problemas reais e concretos”.
“Uma Assembleia da República que é tantas vezes mal exemplo por apenas debater o acessório vai hoje graças ao Livre debater aquilo que é essencial para a vida das pessoas”, disse Jorge Pinto.
O deputado do Livre lembrou que “de acordo com o INE o preço mediano dos imóveis transacionados no primeiro trimestre de 2026 foi de 2337 por metro quadrado, uma aumento de 20% face ao mesmo período de 2025”.
Já “de acordo com o Eurostat Portugal foi o país que também no trimestre de 26 teve o maior aumento do preço das casas”.
Segundo Jorge Pinto “da parte do Governo e PSD vimos um discurso belicoso, vimos quase uma provocação aqueles que pacificamente e sempre pacificamente estiveram nas ruas do Porto e Lisboa, vimos uma atitude da IL a menosprezar esses manifestantes e a dizer que o Governo liberaliza, mas é pouco e pior a suprema hipocrisia do Chega que aqui vem pedir mais violência”.
Por sua vez, o líder do Chega, André Ventura, afirmou que “não há maior hipocrisia do que o livre vir à Assembleia da República e falar de habitação quando nesta mesma Assembleia da República votou contra a descida do IVA da construção que era isso sim que permitia aumentar a construção no nosso país” “Para lá da gritaria e dos vosso acampamentos as pessoas saibam a verdade, o chega trouxe a esta assembleia a isenção de IMI para habitação própria e permanente, isto é, as tais casas que fala dos homens e mulheres que trabalham no país e o Livre meteu-se ao lado do debate.
Ou seja, o Livre não quer nenhuma solução para a habitação, o livre quer ocupar a casa das outras pessoas”, assegurou Ventura.
O presidente do Chega disse ser “por causa do Livre, PCP e BE e do PS que entraram em Portugal 1,5 milhões de pessoas nos últimos anos”.
“Os senhores expliquem-nos lá como é que num país de 10 milhões os senhores deixam entrar toda a gente tenham casa ou não tenha casa.
As pessoas chegam a Portugal não têm casa vão à procura de casa e os portugueses ficam sem casa”, frisou.
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