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Depois de lembrar o suplemento extraordinário para idosos e nova descida do IRS, Luís Montenegro atacou a subida do preço do combustível.
Os descontos totais que estão hoje em vigor representam cerca de €0,23 por cada litro de combustível que é abastecido nos respectivos postos. Isso acontece esta semana e provavelmente subirá para €0,25 já na próxima semana.
De €0,23 passa para €0,25, com o primeiro-ministro a realçar que está a dar a cara perante as dificuldades dos portugueses. Apesar do prolongamento da redução do ISP até ao final do ano, o chefe de governo sabe que as contas públicas devem manter-se equilibradas perante medidas avulsas.
Não contem comigo, nem com o governo, para ilusões hoje que sejam pesados preços a pagar amanhã. Neste momento difícil, aqui estou a dar a cara.
Das respostas à oposição e até a governos espalhados pela Europa, o primeiro-ministro explicou ainda o porquê de não ir mais além nestes apoios. Montenegro lembra Sócrates e diz que não quer colocar o país numa nova tragédia.
Não contam comigo, nem com este governo, para uma reedição dessa tragédia. Não troco mais cêntimos de desconto do ISP por mais impostos, por mais défice, por mais dívida que teríamos de pagar no futuro. Mas não trocamos este caminho pelo dos governos que no passado obrigaram os portugueses a subidas de impostos ou a cativações de investimentos.
Montenegro lembra o alargamento do passe ferroviário verde até aos serviços urbanos de Lisboa e Porto. Já quanto aos apoios destinados aos setores mais expostos, aos aumentos dos combustíveis, o primeiro-ministro alocou o valor até €0,10 por litro para os transportes, táxis, bombeiros e IPSSs.
O jornalista João Lourenço com os destaques da declaração de Luís Montenegro depois do Conselho de Ministros. Já depois das declarações do chefe do governo, o ministro adjunto e da Reforma do Estado garante que está a ser usada toda a margem possível para não se entrar em déficit orçamental. Em entrevista à RTP, Gonçalo Matias garante que o Executivo não quer que Portugal tenha de voltar a pedir ajuda ao Fundo Monetário Internacional.
Não desejamos voltar à situação em que passámos, por exemplo, em 2009, em que houve, antes de um ato eleitoral, um aumento de salários dos funcionários públicos para que depois houvesse a seguir um corte e a entrada da Troika em Portugal. Isso é o que Portugal não deseja e, portanto, não contem com o governo para irresponsabilidade financeira ou orçamental. Estamos a usar toda a margem que podemos para não entrar em déficit, porque há um compromisso internacional e com os portugueses de apresentar conta certa.
Vamos ver como é que a situação evolui, mas neste momento entendemos que esta é a opção, em face dos acontecimentos e da realidade, esta é a opção responsável e o limite até onde podemos ir.
O ministro adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Matias, em entrevista à RTP. Já o ministro dos Negócios Estrangeiros rejeita a ideia de que Portugal esteja à beira de uma crise.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.