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Diretor nacional da PJ denunciado por "falsas declarações" em tribunal

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Diretor nacional da PJ denunciado por "falsas declarações" em tribunal

A Procuradoria Geral da República (PGR) recebeu uma denúncia criminal contra Carlos Cabreiro, diretor nacional da Polícia Judiciária, por suspeitas de abuso de poder e de falsas declarações em tribunal.

Sem divulgar mais pormenores, a PGR confirmou ao Notícias ao Minuto a receção da queixa e que a mesma foi "remetida ao DIAP de Lisboa".

A notícia foi avançada pelo Expresso . De acordo com este jornal, Carlos Cabreiro é acusado por um coordenador da PJ de negar a existência de escutas que, afinal, terão sido feitas no caso Rui Pinto.

A participação terá sido feita a 27 de julho deste ano e enviada por mensagem eletrónica ao procurador-geral da República.

O autor da queixa, revela ainda o Expresso, é David Freitas, coordenador da Judiciária com mais de 30 anos de experiência e autor do livro "A Identificação Humana e a Investigação Criminal".

Segundo o denunciante, Cabreiro prestou falsas declarações em tribunal quando disse que não foram feitas escutas ambientais na investigação ao caso Rui Pinto, que terminou com a condenação em tribunal do alegado "hacker" e do ex-advogado, Aníbal Pinto.

Já o abuso de poder está relacionado com o facto de o atual diretor nacional da PJ ter, alegadamente, ordenado uma escuta que tinha sido proibida pelo Ministério Público (MP).

Conta o jornal que David Freitas descobriu as escutas quando foi transferido para a Unidade de Prevenção e Apoio Tecnológico, que faz escutas e vigilâncias na PJ.

Ao fazer o "levantamento e atualização do equipamento distribuído" às várias equipas desta unidade, o coordenador da Judiciária encontrou uma ordem de missão, com mais de 10 anos, da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica (UNC3T), liderada então por Carlos Cabreiro, a pedir que fosse vigiado e escutado com recurso a dispositivos ambientais "o alvo" Aníbal Pinto, numa altura em que este ia encontrar-se com o dono da Doyen, Nélio Lucas e com o advogado Pedro Henriques numa estação de gasolina em Oeiras.

Aníbal Pinto, recorda ainda o Expresso, representava na altura Rui Pinto, o "misterioso hacker" que tinha extraído milhares de documentos à empresa de fundos de investimento de desporto e que pedia 300 mil euros para "colaborar" com a empresa.

Na altura, a PJ ainda não sabia a identidade do pirata informático e a informação recolhida neste encontro, que decorreu em 2015, terá sido decisiva para o identificar.

Além da ordem de missão, David Freitas encontrou também o Relatório de Diligência Externa (RDE) a dar conta do sucesso da missão.

Os inspetores da PJ ouvidos como testemunhas durante o julgamento dos dois arguidos negaram sempre que o encontro tivesse sido alvo de escutas.

Na altura, os elementos da Judiciária garantiram que a conversa tinha sido ouvida por dois inspetores que se encontravam na estação de serviço quando ocorreu a conversa.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - País.

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