"Desrespeito". Discurso de Neves no Funchal? "Senti vergonha alheia"
O vice-presidente da Câmara Municipal do Funchal, onde Luís Neves discursou esta terça-feira, criticou as declarações do governante, que classificou como "um dos momentos mais confrangedores em política" .
Em causa estão as explicações dadas hoje pelo ministro da Administração Interna em torno das polémicas que o envolvem - que Luís Neves resolveu dar, na Madeira, à margem da cerimónia de comemoração dos 148 anos do Comando Regional da PSP da Madeira, que decorreu em Câmara de Lobos.
O social-democrata Carlos Rodrigues recorreu ao Facebook para criticar a escolha do momento para falar sobre o assunto: "Acabei de assistir a um dos momentos mais confrangedores em política. Numa cerimónia de aniversário do Comando Regional da PSP, o ministro da Administração [Interna], em total desrespeito pela instituição que temporariamente tutela, usou a oportunidade para se auto-elogiar, para mostrar toda a sua vaidade e para entrar num bate boca com um líder partidário" , escreveu, referindo-se a André Ventura.
Para o autarca, este momento "foi uma elegia ao absurdo, uma deselegância grosseira e uma total violação da ética e honra que deve presidir a estas cerimónias".
"Senti vergonha alheia ", concluiu o vice-presidente da Câmara do Funchal.
O ministro da Administração Interna, Luís Neves, que está de visita à região, afirmou hoje, na cerimónia de comemoração dos 148 anos do Comando Regional da PSP da Madeira, que tem sido alvo de insinuações e mentiras, mas que não se deixará intimidar e continuará a governar e a trabalhar.
O ministro defendeu que tem autoridade para continuar a governar e acusou o presidente do Chega, André Ventura, de lançar "o caos, porque dá jeito".
"Não aceito que André Ventura transforme aquilo que assumi naquilo que nunca fiz", acrescentou.
Na segunda-feira, o líder do Chega disse que reunirá hoje os órgãos do partido para decidir sobre a apresentação de uma moção de censura ao Governo.
Na semana passada, o líder do Chega já tinha admitido avançar com uma moção de censura caso o primeiro-ministro não resolvesse a situação do ministro da Administração Interna, que considerou ter atingido um nível "grotesco" e "inaceitável".
Interrogado sobre se admitia recuar na apresentação desta moção caso as explicações de hoje do ministro fossem esclarecedoras, André Ventura considerou essa hipótese difícil, fazendo referência à polémica com um atrelado apreendido numa operação contra tráfico de droga e descoberto numa empresa contratada pela PJ (quando Luís Neves liderava a PJ) e pelo governante, e o facto de Luís Neves conduzir um carro apreendido pela polícia.
"Quer dizer, se parece um gato, se anda como um gato, se mia como um gato, é um gato, como se costuma dizer", afirmou Ventura.
Luís Neves alertou ainda para o populismo e as condições que o favorecem, afirmando que se "lança uma suspeita de manhã, repete-se à tarde e à noite há quem comente como se fosse um facto provado", e que se procura convencer os portugueses de que todos os políticos são corruptos e a justiça e instituições estão comprometidas.
O ministro da Administração Interna considerou hoje que "a destruição pessoal e política ultrapassou todos os limites" quando
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - País.