"A situação é muito dramática". Portugal denuncia "falta de ação" do Conselho de Paz de Trump em Gaza
Portugal denunciou esta segunda-feira a falta de resultados em Gaza do Conselho de Paz promovido pelo presidente norte-americano, Donald Trump, e condenou a deterioração da situação na Cisjordânia ocupada, incluindo Jerusalém Este, enquanto a Palestina pediu a Lisboa que defenda os seus direitos no Conselho de Segurança da ONU.
O ministro português dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, abordou a situação dos territórios palestinianos durante uma reunião em Lisboa com a sua homóloga palestiniana, Varsen Aghabekian Shahin, com quem assinou dois memorandos de entendimento.
Um dos acordos estabelece um mecanismo de consultas políticas regulares entre os dois países e o outro prevê a cooperação na formação e capacitação de diplomatas.
Rangel garantiu que, apesar de o Conselho de Paz promovido por Trump já ter sido constituído e contar com uma estrutura tecnocrática para Gaza, “falta ação”, o que evidencia o fracasso, até agora, da sua implementação, pois “não há resultados no terreno”.
A Junta da Paz, denominada em inglês “Board of Peace”, é uma organização internacional promovida por Trump que foi apresentada oficialmente a 22 de janeiro de 2026, durante o Fórum Económico Mundial de Davos, com o objetivo inicial de supervisionar o processo de paz e a reconstrução de Gaza.
O chefe da diplomacia portuguesa alertou que a situação humanitária na Faixa “continua a ser problemática e difícil”, com a maioria da população confinada a espaços muito reduzidos e obrigada a enfrentar outro inverno em tendas.
“A situação humanitária continua a ser problemática e difícil. A grande maioria da população, para não dizer a totalidade, está deslocada dentro do seu próprio território. Está confinada a espaços muito exíguos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.