A sala de aulas
Os resultados do PISA 2025 têm feito correr muita tinta e discorrer variadíssimas opiniões sobre o estado da Educação em Portugal.
Mas também em Espanha.
Em França.
Em Itália.
No Luxemburgo.
Até na Alemanha, o grande motor económico da Europa.
Ou na Finlândia – até há poucos anos, o grande modelo educativo do mundo ocidental –, que também viu caírem os seus resultados, apesar de se manter acima da média da OCDE.
Assim como em Israel, na Austrália, nos Estados Unidos… Enfim, por muito grande que seja a consideração em que nos tenhamos enquanto país, seria presunçoso apontar uma causa portuguesa para explicar o facto de – segundo as conclusões do estudo criado pela OCDE no ano 2000 para avaliar as competências de estudantes de 15 anos em Leitura, Matemática e Ciências – boa parte do mundo apresentar agora os piores resultados educativos do século.
Obviamente, isso também não desresponsabiliza.
Cada país deve olhar para dentro e procurar perceber o que fez de mal, o que pode e deve ser corrigido, e como deve ser corrigido, não só à luz do que sabemos hoje, mas, sobretudo, das incertezas sobre o amanhã num mundo a viver uma transformação tecnológica tão acelerada que assusta até os próprios autores dessa transformação (como temos assistido nos últimos dias com os alertas dos principais “mentores” da Inteligência Artificial).
Curiosamente, ou talvez não – como destacado pelo próprio “pai” do PISA , o estatístico e investigador alemão Andreas Schleicher, num artigo de opinião publicado na revista The Economist –, os países com melhores resultados no estudo parecem ser aqueles que estão a responder ao progresso tecnológico com o fortalecimento das competências fundamentais, em vez de simplesmente introduzir mais ferramentas digitais. (São sobretudo países do leste Asiático, como China, Singapura, Macau, Taiwan, Coreia do Sul e Japão, mas também alguns exemplos europeus, como Estónia ou Reino Unido).
Uma observação relevante numa era em que vivemos um paradoxo preocupante: quanto mais poderosa fica a Inteligência Artificial que nos invade o dia a dia, mais importantes ficam as competências que permitem não depender dela.
“A conclusão é simples: não ficamos em boa forma física por assistir a desporto, mas sim praticando desporto”, compara Schleicher.
“Da mesma forma, a aprendizagem envolve sempre esforço cognitivo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.