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Subida de juros e combustíveis: Temos de apertar o cinto?

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Subida de juros e combustíveis: Temos de apertar o cinto?

Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Explicador na edição de fim de semana das manhãs 360 sobre o custo de vida em Portugal. São convidados deste explicador Filipe Garcia, especialista em mercados financeiros, e também António Nogueira Leite, economista. Combustíveis a subir semana após semana, a Euribor novamente em período de crescimento, com o BCE a ponderar voltar a subir as taxas de juro. O cabaz alimentar segue num ritmo de aumento e isso acaba por ser um espelho da inflação. Voltamos a apertar o cinto, as famílias portuguesas voltam a apertar o cinto, é o que tentamos perceber com Filipe Garcia e António Nogueira Leite. Bem-vindos à Rádio Observador. Vamos falar de alguns desses setores. Começo aqui pela habitação. Filipe Garcia, bom dia. De facto, a Euribor, a taxa que acaba por influenciar, de certa forma, o que as famílias pagam pelos créditos à habitação, manteve-se praticamente estável entre junho do ano passado e maio deste ano, mas este verão voltou a disparar, temos registado aumentos. O que explica esta subida e o que podemos esperar das próximas semanas?

Sim, bom dia. O que nós temos neste momento é uma subida já com algum significado face ao final do ano e até ao início do conflito no Médio Oriente. Nessa altura, tínhamos as Euribors, sobretudo 12 meses, que é aquela que é mais utilizada agora, nos 2,25%. Estamos agora a 3% e, portanto, já a refletir três subidas por parte do BCE, que na verdade ainda não aconteceram na totalidade. O que o mercado tem vindo a descontar é efetivamente que o BCE irá continuar num ciclo de aperto monetário, cuja bondade é algo discutível, mas que reflete os receios sobre a evolução da inflação na zona euro decorrente da situação que se tem vindo a degradar em termos de, sobretudo, oferta.

Perdemos momentaneamente aqui a ligação com o Filipe Garcia. Filipe, estava a concluir essa ideia, mas de facto a apontar para uma expectativa de que o BCE continue a apertar esta malha.

Sim, sem dúvida. Aquilo que se prevê neste momento é que vai haver mais uma subida de taxas na reunião de setembro, já dia 10 de setembro. Vamos provavelmente ter mais uma subida, pelo menos é aquilo que o mercado está a descontar, até ao final do ano e, portanto, vamos ter as Euribors acima de 3% nos próximos tempos. É uma subida que é relevante, no sentido que estávamos a partir de uma base de 2,25%, mas ainda está longe daquilo que aconteceu após o início do conflito na Ucrânia.

António Nogueira Leite, perante estes aumentos das taxas de juro, também por parte do BCE, isto acaba sempre por ter um efeito sobre a carteira das famílias. O que está a provocar esta nova subida e o que é que espera também nos próximos meses nesta matéria?

Bom dia. A minha opinião não é muito diferente daquela que foi transmitida, portanto, nós estamos neste momento numa altura em que tem havido um conjunto de subidas das taxas diretoras do BCE. A perspetiva a partir das consequências, nomeadamente agora da Guerra do Golfo e da pressão que isso está a colocar, vai ser muito provavelmente uma continuação de subidas agora no outono.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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