Paquistão lançou ataques contra alegados terroristas no Afeganistão
O ministro da Informação do Paquistão, Attaullah Tarar, declarou que os ataques ocorreram depois de as "forças talibãs afegãs" refugiadas no Afeganistão terem lançado oito drones contra postos fronteiriços paquistaneses.
Para o Paquistão tratou-se de uma tentativa de "infiltração transfronteiriça".
Na província de Khost, no sudeste do Afeganistão, Mustaghfir Gurbaz, o porta-voz do governador provincial afirmou que os ataques aéreos paquistaneses atingiram vários locais — incluindo zonas próximas do centro administrativo da província — mas que não causaram vítimas.
Na quarta-feira, porta-voz do Governo afegão, Zabihullah Mujahid, negou que as forças afegãs tivessem realizado ataques com drones contra o Paquistão.
As declarações contraditórias surgiram dois dias depois de a Força Aérea paquistanesa ter atingido locais no leste do Afeganistão que, segundo Islamabade, serviam de esconderijo para "terroristas".
Os relatos não puderam ser verificados por jornalistas ou entidades independentes.
O agravamento da situação militar ameaçou os esforços de mediação da República Popular da China, Turquia, Qatar e Arábia Saudita para alcançar "uma paz duradoura entre Cabul e Islamabade".
O Paquistão tem acusado o Governo talibã no Afeganistão de permitir que combatentes operem a partir do território e realizem ataques através da fronteira — uma acusação que Cabul tem negado reiteradamente.
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