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Discurso de Von der Leyen: a Europa está isolada e cansada?

Observador ·
Discurso de Von der Leyen: a Europa está isolada e cansada?

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Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Este é o Cinco Continentes, sempre ao sábado na Rádio Observador e também em podcast. Hoje vamos reeditar um saudoso programa. É uma espécie de regresso do Café Europa aos Cinco Continentes e, por isso, Bruno Cardoso Reis, temos de reunir os notáveis. Conosco, Madalena Meyer Resende, à distância, em estúdio, Henrique Porné e também João Diogo Barbosa. Sejam todos muito bem-vindos. Tenho uma nobre missão de vos moderar. Vocês às vezes são um bocadinho indisciplinados. É aquilo que me dizem.

Que ideia. Mas é realmente uma reunion, ou seja, um reencontro da velha equipa sempre vencedora do Café Europa.

Obrigado. O Café Europa durou menos do que a União Europeia. Vale a pena dar o mote já.

E quando durava, já para dar o mote do tema de hoje, durava menos do que um discurso de von der Leyen.

É verdade. Henrique, fizeste aqui a ponte perfeita. Vamos começar pelo discurso sobre o estado da União Europeia. Para quem nos ouve, eu e o Bruno já falámos sobre isso com a Sofia há dois, três episódios, a representante da Comissão Europeia em Portugal, que agora está em Albânia a fazer lá um trabalho e vai continuar por lá durante alguns meses. Mas o que é concretamente este discurso e qual é o verdadeiro peso político e o que pode ditar a nível da agenda real daquilo que são os 27?

É preciso perceber. O discurso do Estado da União nasce com o presidente Barroso e pretendia ser uma maneira de prestar contas, dizer de onde a União Europeia vinha, para onde é que ia, na perspectiva do presidente da Comissão Europeia. É também coincidente com o crescendo do poder do Parlamento Europeu e, portanto, prestar contas ao Parlamento Europeu, mas com mensagens para todas as instituições da União Europeia, nomeadamente os Estados-membros e, além disso, o Parlamento. Com von der Leyen tem evoluído, tendo em conta a natureza de von der Leyen e, portanto, é muito uma exibição da presidente da Comissão e do seu poder. Se há uma característica que von der Leyen tem tido é de preencher todos os vazios que há, e na União Europeia, em matéria de poder há muitos vazios, e portanto von der Leyen tem preenchido muitos desses vazios. Depois, aquilo é sobretudo ouvido pela bolha, isto é, por quem se interessa por estes temas. Von der Leyen, aliás, todos os anos tenta arranjar uns ganchos para conseguir alguma visibilidade. Este ano arranjou três pessoas que estavam presentes e uma quarta, que não estava presente, mas que foi evocada para, no fundo, termos casos pessoais para associar ao discurso.

Exato. Agora, marca, embora com von der Leyen particularmente, também por isso, muito do que é ali dito depois nem sempre é completamente consequente, porque von der Leyen é muito mais política que os seus antecessores no exercício daquele cargo.

Sim, eu estava aqui a ouvir o Henrique e o Bruno e a pensar que, na verdade, se calhar o discurso do Estado da União é como as melhores e piores coisas da política europeia, uma invenção anglo-americana que foi importada para Bruxelas.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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