Partidos escolhem ministros cada vez mais qualificados e especializados
Esta conclusão consta de um estudo intitulado "Quem Governa Portugal? Perfis ministeriais em perspetiva comparada", coordenado pelos investigadores António Costa Pinto e Marcelo Camerlo, que analisou os perfis de todos os ministros portugueses desde 1976 até 2025 e compara o caso português com outras democracias do sul da Europa, como Espanha, Itália e Grécia.
Em declarações à agência Lusa, o politólogo António Costa Pinto realçou que, no caso português, a tendência dos governos para recrutar ministros na sociedade civil "tem-se consagrado".
"Qual é a diferença mais recente que o nosso estudo capta? É que os próprios ministros que provêm dos partidos também têm um perfil mais adequado à pasta", realçou.
Ou seja, no geral, os ministros têm mais qualificações para as pastas que assumem, sejam provenientes da sociedade civil, sejam membros partidários. O estudo realça, contudo, que este aumento de perfis técnicos não significou uma redução de perfis políticos:"Apesar das crescentes pressões em prol da especialização, os partidos continuam a dominar as nomeações ministeriais em Portugal".
"A 'irmandade do partido' continua a estruturar o recrutamento ministerial — não como uma herança rígida, mas como um quadro adaptativo através do qual os governos portugueses integram a especialização sem abdicar do controlo político.
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