Lucro da seguradora Ageas cresce 25% para 846 milhões de euros até junho
A seguradora belga Ageas obteve um lucro de 846 milhões de euros na primeira metade do ano, mais 24,9% que no mesmo período do ano passado, apesar dos impactos das tempestades que atingiram Portugal e a Bélgica.
“Tempestades podem levar algumas seguradoras a prejuízo” Ler Mais Nos primeiros seis meses do ano, o resultado operacional da seguradora atingiu os 776 milhões de euros, mais 5,7% que no período homólogo.
Hans De Cuyper, presidente executivo (CEO) do grupo Ageas.
“A Ageas teve um desempenho comercial forte na primeira metade de 2026, com crescimento nas receitas apoiados por excelentes contratações no ramo Vida em todas regiões e por um crescimento sólido no ramo Não Vida”.
O ramo Vida representou um resultado de 629 milhões de euros e o Não Vida um contributo de 240 milhões de euros , contra 538 milhões de euros e 263 milhões de euros, respetivamente, um ano antes.
Já a conta geral representou um contributo negativo de 93 milhões de euros , contra 67 milhões de euros entre janeiro e junho de 2025.
“A Ageas teve um desempenho comercial forte na primeira metade de 2026, com crescimento nas receitas apoiados por excelentes contratações no ramo Vida em todas regiões e por um crescimento sólido no ramo Não Vida”, referiu o presidente executivo (CEO) do grupo, Hans De Cuyper, citado em comunicado.
No documento, De Cuyper destacou o aumento dos resultados “apesar das condições meteorológicas adversas significativas na Bélgica e em Portugal”.
O responsável do grupo segurador estimou ainda que o resultado operacional líquido deverá ultrapassar os 1.950 milhões de euros até ao final do ano.
No comunicado, De Cuyper destacou ainda a conclusão da compra da AG Insurance e a venda da participação no Maybank por 1.100 milhões de euros , bem como a expansão no mercado chinês.
A Ageas destacou ainda que as participações relacionadas com o mau tempo na Bélgica e em Portugal “acrescentaram cerca de cinco pontos percentuais ao rácio combinado” — um indicador que mede a relação entre os custos e os prémios de seguro angariados.
No final de junho, este rácio totalizava 95,2% , contra 92,1% um ano antes e 92,5% ao longo do ano de 2025.
Até junho, a contratação de seguros representou 12.075 milhões de euros, dos quais 7.596 referentes ao ramo Vida e 4.480 milhões de euros ao ramo Não Vida , o equivalente a subidas respetivas de 15,6%, 11,2% e 23,9%.
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