Ativo do dia: Nasdaq celebra novos máximos com euforia na IA
O ativo: Nasdaq é a segunda maior bolsa do mundo , logo depois da New York Stock Exchange (NYSE).
O índice tecnológico Nasdaq é composto por milhares de ações não financeiras e acolhe as gigantes do setor, incluindo as sete magníficas: Apple, Microsoft, Nvidia, Alphabet, Amazon, Meta Platforms e Tesla .
Com uma capitalização bolsista que ascende a 36,4 biliões de dólares, o Nasdaq tem sido impulsionado pelos temas associados à inteligência artificial (IA), somando-se novas empresas com um valor de mercado acima do bilião.
O marco: O índice atingiu, esta terça-feira, um novo máximo histórico intradiário nos 27.272,72 pontos.
A causa: A semana no mercado acionista está a ser marcada por uma nova onda de otimismo em torno das ações ligadas à inteligência artificial, levando o índice Nasdaq a alcançar novos níveis inéditos.
“ O entusiasmo em torno da inteligência artificial voltou a impulsionar as tecnológicas , depois de os alertas de alguns líderes do setor sobre os riscos da tecnologia e os apelos a um abrandamento do seu desenvolvimento terem pesado sobre o sentimento dos investidores na semana passada”, realça Henrique Valente, analista da ActivTrades Europe, num comentário feito esta terça-feira.
Esta euforia foi acelerada pela boa receção ao assistente de IA da Meta , o Muse, que disparou para o topo da loja da Apple .
“O mercado recebeu uma confirmação credível de que a estratégia de monetização da empresa está no caminho certo com o seu agente de IA, o que reforçou a confiança de que a Meta poderá finalmente estar a transformar os avultados investimentos em IA em produtos que os consumidores vão utilizar”, realça Lale Akoner, da eToro, à Reuters.
O desanuviar das tensões no Médio Oriente , levando a um alívio dos preços do petróleo, também contribuiu para os ganhos, com os investidores confiantes que EUA e Irão possam chegar a um entendimento em breve.
O que esperar a seguir: O capital investido em IA e a capacidade de monetizar estes investimentos vai continuar a ser um dos principais drivers do setor.
Enrico Chinello, da Julius Baer, destaca que os “ hyperscalers de inteligência artificial deverão investir mais de um bilião de dólares por ano em 2027 e 2028 em centros de dados”, mas “a forte procura e os constrangimentos do lado da oferta estão a aumentar o poder de fixação de preços ao longo de toda a cadeia de valor , o que deverá também gerar retornos elevados”.
A frase: Isto sugere que a procura por ferramentas de IA dispendiosas é robusta e justifica as centenas de milhares de milhões de dólares em investimento de capital (capex) realizado pelos hyperscalers.
Se houver uma adoção generalizada do Muse, isso poderá aumentar a procura por outras ferramentas de IA, o que poderá impulsionar o setor da IA, depois de alguns meses difíceis.
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