Academia Portuguesa de Cinema lança voto para os Óscares
A Academia Portuguesa de Cinema (APC) revelou esta sexta-feira os seis filmes pré-selecionados no processo de candidatura ao Óscar de Melhor Filme Internacional, iniciando-se agora a votação pelo escolhido.
Os membros da Academia Portuguesa de Cinema podem votar a partir desta sexta-feira no filme que vai ser candidato a uma nomeação aos Óscares de Hollywood, até 10 de setembro.
João Nuno Pinto foi motivado a fazer 18 Buracos para o Paraíso pela transformação do território do Alentejo através da especulação imobiliária, agricultura intensiva e seca extrema, com o filme a estrear-se nos cinemas portugueses em junho.
Por seu lado, A Memória do Cheiro das Coisas é uma narrativa ficcional, cuja história se centra em Arménio, que, à beira de completar 80 anos, passa a viver num lar, contrariado por ser tratado como os outros utentes idosos e incapaz de aceitar apoio de uma auxiliar portuguesa negra.
Já Maria Vitória , de Mário Patrocínio, é interpretado por Mariana Cardoso, Miguel Borges e Miguel Nunes, os atores que compõem o núcleo familiar desta história rodada na região da Serra da Estrela. O título do filme remete para a personagem principal, uma adolescente (Mariana Cardoso) do interior do país, para quem o pai (Miguel Borges) sonha um futuro como guarda-redes profissional, num clube numa grande cidade. Há ainda o irmão (Miguel Nunes), que regressa à aldeia depois de vários anos emigrado, confrontando a família com mágoas do passado, nomeadamente sobre a mãe, que morreu num grande incêndio que assolou a região.
Primeira Pessoa do Plural , de Sandro Aguilar, é protagonizado por Albano Jerónimo e Isabel Abreu, nos papéis de um casal à beira de celebrar 20 anos de casamento, e conta também com Eduardo Aguilar, que interpreta o filho adolescente.
Projeto Global , de Ivo M. Ferreira, é dos seis a obra com mais espetadores da lista, totalizando 9.200 desde a estreia em abril. O filme recria o tempo polarizado dos anos 1980 em Portugal, numa democracia recente e em construção, em que um grupo armado — Forças Populares 25 de Abril (FP-25) —, descontente com o rumo do país, organizou dezenas de assaltos violentos, atentados e ações consideradas terroristas, que causaram 17 mortes.
A história de amparo entre duas famílias fragmentadas é o centro do filme Terra Vil , uma ficção na qual o realizador Luís Campos quis também retratar uma comunidade e uma região marcadas pela tragédia de Entre-os-Rios.
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