As notícias das 14h
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Muito boa tarde, Miguel. A Ministra da Justiça tem total confiança no diretor nacional da Polícia Judiciária, visado nas buscas de ontem feitas à sede da instituição.
No inquérito que procura apurar se Carlos Cabreiro participou ou não numa escuta ilegal feita no âmbito da investigação ao caso Football Leaks CS, à denúncia feita por um também inspetor da Judiciária e pelo advogado Aníbal Pinto, condenado no âmbito deste mesmo processo. A ministra Rita Alarcão Júdice, numa declaração ao Observador, esclarece que a confiança que tem no diretor da PJ não foi abalada.
A Polícia Judiciária é uma casa forte, construída sobre rocha, que merece a confiança do Estado e dos cidadãos. As buscas à Polícia Judiciária ontem realizadas não afetam a minha confiança na instituição, nem no diretor nacional. E reitero o respeito absoluto pela autonomia do Ministério Público. Defenderei sempre o regular funcionamento das instituições. Quero ainda deixar uma palavra de apreço a todos os profissionais da Polícia Judiciária e o meu reconhecimento pelo seu contributo para a administração da Justiça e defesa do Estado de direito.
Confiança na Polícia Judiciária, confiança no diretor nacional Carlos Cabreiro. Esta é a mensagem da Ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, horas depois das buscas à sede da PJ.
O Observador teve acesso aos documentos que acompanham a denúncia que visa o diretor nacional da PJ. Foram identificadas algumas contradições.
O caso denunciado prende-se com uma alegada escuta feita de forma ilegal, sem a necessária autorização de um magistrado, a um encontro que juntou suspeitos do caso Football Leaks em outubro de 2015, na estação de serviço da A5, em Oeiras. Alguns dos documentos revelados pelo Observador e que procuram sustentar a denúncia referem-se a vigilâncias que ocorreram não na A5 em Oeiras, mas na cidade do Porto e em datas diferentes. Conclui o jornalista Luís Rosa, com base neste e noutros documentos agora revelados, que não há indícios que sustentem a acusação.
Estes documentos apresentados não demonstram, de forma cabal, que foi feita uma escuta ambiental ilícita naquele dia 21 de outubro de 2015. Não demonstram. Pode até ser descoberta outra documentação que demonstre, mas esta não demonstra.
É o que conclui o relator principal do Observador com base nos documentos consultados.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.