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Irão pede ao povo para aceitar consequências económicas da guerra

Notícias ao Minuto - Mundo ·
Irão pede ao povo para aceitar consequências económicas da guerra

"A lguns dizem que as sanções não têm qualquer efeito. A essas pessoas, não sei realmente o que responder", declarou Pezeshkian à televisão estatal durante uma entrevista transmitida na sexta-feira à noite.

"Estamos numa situação de guerra e temos de aceitar estas condições de tempo de guerra", defendeu, citado pela agência francesa AFP.

Considerado um moderado no seio do poder iraniano, Pezeshkian já tinha reconhecido na semana passada que o país enfrentava "muitas dificuldades económicas", embora Teerão assegure que Washington não obterá nada com as pressões económicas.

Na segunda-feira, o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, apresentou um novo pacote de sanções ditas secundárias.

São assim chamadas por não afetarem diretamente o Irão, já visado há décadas por sanções internacionais, mas os parceiros comerciais de Teerão.

O pacote visa o ouro, a tecnologia, os ativos digitais, a aviação e o transporte marítimo.

Segundo Washington, as medidas visam "asfixiar economicamente" o Irão, numa altura de impasse na guerra no Médio Oriente, desencadeada por ataques israelo-americanos contra Teerão em 28 de fevereiro.

As exportações e importações "caíram entre 25% e 35%", assinalou Pezeshkian, avisando que o preço da gasolina acabará por aumentar de uma forma ou de outra.

O Irão, um grande produtor de petróleo, subsidia fortemente a gasolina há anos, com quotas em função do consumo, o que torna qualquer alteração de preços politicamente sensível.

O vice-presidente iraniano, Mohammad Jafar Ghaempanah, disse na quarta-feira que o bloqueio norte-americano aos portos iranianos, em resposta ao encerramento do estreito de Ormuz por Teerão, impediu o país de importar gasolina para compensar uma produção insuficiente.

Um dos países visados pelas novas sanções norte-americanas, a China, parceiro económico de relevo de Teerão, assegurou que defenderá firmemente os seus interesses e a cooperação com o Irão.

"Colocar a diplomacia de novo nos carris não é impossível. Depende da compreensão, por parte dos Estados Unidos, de um facto simples: a pressão não funciona", declarou na sexta-feira o chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi.

O Irão respondeu à ofensiva israelo-americana com o bloqueio de Ormuz, por onde circula um quinto das exportações de produtos petrolíferos, causando uma crise global de preços nos combustíveis.

A resposta iraniana incluiu ainda ataques contra Israel e contra interesses norte-americanos nos países do golfo Pérsico, incluindo bases militares.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.

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