Cédric Prizzon terá obrigado filho a pegar nos corpos da mãe e madrasta
O ex-militar da Gendarmerie francesa, de 42 anos, acusado de matar a ex-mulher e a namorada, também francesas, numa serra de Bragança no passado mês de março, terá obrigado o filho de 12 anos a transportar os cadáveres da mãe e madrasta e a atirá-los para uma cova.
A informação é avançada esta quinta-feira, 17 de março, pelo Jornal de Notícias (JN) . De acordo com a publicação, no relatório da Polícia Judiciária (PJ) entregue recentemente ao Ministério Público (MP) de Bragança consta a informação que Cédric Prizzon forçou o menor a carregar os corpos.
Sublinhe-se que até ao final deste mês, o MP deve acusar o francês por dois homicídios qualificados, dois de profanação de cadáver, um de rapto, mas também por tratamento cruel ou desumano ao filho mais velho.
Após matar a ex-mulher, Audrey Cavalier, e a namorada, Angela Legobien-Cadillac, o ex-polícia cavou uma cova, enquanto pediu ao filho para vigiar a entrada. Posteriormente, para se desfazer dos cadáveres, obrigou a criança a pegar nos corpos e a largá-los na sepultura improvisada.
Este é apenas mais um dos detalhes macabros do duplo homicídio cometido "a sangue frio", como descreveu o Le Monde , por Cédric Prizzon.
Em maio, o jornal francês teve acesso ao relatório policial francês que documenta o rapto de Audrey Cavalier, ainda em França, e aos documentos do Tribunal de Coimbra, que colocou Cédric Prizzon em prisão preventiva.
De acordo o Le Monde, a Justiça portuguesa não tem dúvidas de que Cédric agiu a "sangue-frio" e tinha o plano devidamente já "arquitetado".
Tudo começou na casa de Audrey Cavalié, de 40 anos. No dia 19 de março, o ex-polícia foi até à habitação da ex-mulher, em Vailhourles, Aveyron, e subjugou-a violentamente, deixando-a ferida.
Na habitação onde a ex vivia com o filho, de 12 anos, os investigadores franceses encontraram um "padrão de manchas de sangue", o que sugere um "ataque violento e sangrento".
Segundo o relatório policial pedido pelo juiz de instrução de Montpellier, havia "respingos de sangue na casa de banho", tanto na banheira, como nas paredes, no suporte das toalhas e num saco deixado no chão.
Os investigadores também perceberam que houve uma tentativa de limpeza do local, inclusive nas escadas de acesso ao imóvel.
Ficou assim claro que, antes de fugir, com a ex-mulher na bagageira, com os pulsos amarrados e fita adesiva na boca e o filho de ambos no banco traseiro, Cédric tentou apagar todos os vestígios do crime.
De seguida - e após trocar de veículo para a carrinha entretanto apreendida em Portugal -, conduziu até Lourdes, onde se encontrou com a atual companheira, Angela Legobien-Cadillac, de 26 anos, e com a filha do casal, com 1 ano e meio.
Com a tensão a aumentar e as autoridades francesas já no encalço do ex-polícia francês, Angela acusou Cédric de não fazer o que lhe tinha prometido: abandonar Audrey numa estrada.
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