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Kirst Kuipers: “Europa é um dos mercados onde identificamos um potencial significativo nos ETF”

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Kirst Kuipers: “Europa é um dos mercados onde identificamos um potencial significativo nos ETF”

A região Europa, Médio Oriente e África (EMEA) está “numa fase inicial” da curva de adoção de external traded funds (ETF), instrumentos disponíveis aos investidores que replicam por exemplo os índices bolsistas ou outro tipo de ativos (exemplo: S&P 500, obrigações, ouro, etc).

No caso da Europa este é um mercado com um “potencial significativo” para uma maior adopção.

Este é um dos principais destaques da entrevista concedida pelo Head of Institutional iShares Sales EMEA & Head of Official Institutions Sales Europe da BlackRock , Kirst Kuipers, ao Jornal Económico (JE).

A iShares é a marca da BlackRock que integra a oferta da gestora de ativos de external traded funds (ETF).

Neste mercado a BlackRock e a Vanguard são os grandes players .

Em termos globais a vantagem vai para a BlackRock e no mercado norte-americano a Vanguard assumiu a liderança em junho de 2026 depois deste lugar ter sido ocupado desde 2003 pela BlackRock.

Kirst Kuipers refere que os ETF tornaram‑se “elementos centrais” na construção de carteiras em toda a região EMEA, com um “forte dinamismo” tanto nos segmentos institucionais como nos de retalho.

“Entre as instituições, estamos a observar uma adopção contínua por parte de fundos de pensões, seguradoras, gestores de ativos e até bancos centrais, impulsionada pela necessidade de liquidez, flexibilidade e eficiência de custos”, explica.

“Actualmente, 60% dos maiores detentores de activos nos 15 principais mercados europeus possuem ETF iShares.

A adopção também se está a alargar, com os ETF a serem utilizados cada vez mais não apenas para alocação táctica, mas como parte da construção central das carteiras.

Novos clientes no segmento institucional representaram cerca de 25% dos fluxos nos últimos três anos”, acrescenta.

Apesar deste maior interesse da região EMEA, em comparação aos Estados Unidos, que continua a ser o mercado de ETF mais maduro, a região EMEA ainda está numa “fase inicial” da sua curva de adopção, mas está a recuperar rapidamente.

“O que distingue a Europa é que o crescimento está a ser impulsionado por mudanças estruturais, como alterações nos sistemas de pensões, o crescimento das plataformas digitais de gestão de património e uma procura crescente por instrumentos de investimento transparentes e de baixo custo.

Esta combinação sugere um forte potencial para uma expansão contínua”, considera.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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