Guerra no Irão. Montenegro critica “caminho estúpido” que não beneficia ninguém
O primeiro-ministro afirmou esta quinta-feira, 17 de setembro, que o conflito no Médio Oriente está a “penalizar muito” Portugal e a Europa, considerando que está a ser seguido “um caminho, do ponto de vista económico e social, estúpido”.
“É, sob o ponto de vista económico, verdadeiramente uma situação insustentável, chega mesmo a ser absurdo , para não usar uma expressão mais forte, que estejamos todos a ser penalizados e não consigamos dar a volta”, disse Luís Montenegro na abertura da conferência europeia da economia alemã (promovida pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-Alemã), em Lisboa.
Referindo-se ao “aparentemente interminável conflito no Médio Oriente”, Luís Montenegro afirmou que tem insistido junto dos parceiros europeus e nas instâncias internacionais” para que se ponha cobro a este caminho”.
“Eu vou mesmo dizê-lo: é um caminho do ponto de vista económico e social estúpido, não beneficia ninguém , prejudica-nos a todos, não tem um racional, não tem um sentido”, afirmou.
Sem fazer uma referência direta ao presidente norte-americano Donald Trump, Montenegro acrescentou: “Nós podemos e devemos proteger o mundo das ameaças terroristas, das ameaças nucleares, nós não podemos nem devemos pôr as pessoas a sofrer de forma injustificada por fatores que não conseguimos dominar”, afirmou.
A caminho do 4.º superávite consecutivo Neste discurso, o primeiro-ministro realçou também que Portugal vai “a caminho do quarto superávite consecutivo” e defendeu que as contas públicas equilibradas “são a melhor garantia” para a sustentabilidade a médio e longo prazo.
“Vamos a caminho do nosso quarto superávite consecutivo”, afirmou o primeiro-ministro, uma semana depois de o ministro das Finanças ter assegurado que o objetivo será ter no final do ano, pelo menos, um saldo orçamental nulo.
Perante uma audiência de cerca de 250 participantes, Montenegro destacou que, logo a seguir a esta conferência, irá presidir ao Conselho de Ministros que vai aprovar “a quinta descida do IRS”, já anunciada na semana passada.
“É a quinta vez em 2,5 anos que nós baixamos os impostos sobre rendimento do trabalho, em particular da classe média”, afirmou.
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