domingo, 11 de outubro de 2026 PortaisSobre🌓
🇵🇹 PT ▾
ÚLTIMA HORA
Últimas

Eleições na Rússia são apenas um "carimbo formal"?

Observador ·
Eleições na Rússia são apenas um "carimbo formal"?

Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Este é o Gabinete Guerra das Manhãs 360. Esta terça-feira com a análise do historiador Bruno Cardoso Reis. Bruno, bom dia, bem-vindo.

Depois de três dias de votações, sem surpresa, o partido Rússia Unida de Vladimir Putin venceu as eleições legislativas russas com 57,86% do total de votos e em primeiro lugar, em 208 dos 225 círculos eleitorais do país. Bruno, num país em economia de guerra total, o resultado destas eleições muda alguma coisa na gestão interna do conflito na Ucrânia ou é apenas o carimbo formal para a continuidade do conflito?

Sim, é isso. Num regime autoritário, de facto, as eleições não têm o grau de incerteza que têm em democracias realmente pluralistas, onde há eleições realmente livres e justas, onde o poder não escolhe os partidos que podem concorrer, como foi, por exemplo, aqui o caso. Vale a pena voltar a recordar isso. Por exemplo, o único partido de uma oposição que já era tolerada, mas o único partido que ainda tinha umas ideias mais liberais, portanto, defendia abertamente o modelo de democracia pluralista do tipo ocidental e que, sobretudo, neste caso, só se opunha abertamente à guerra, defendia o fim da guerra contra a Ucrânia, realmente foi impedido de concorrer. Obviamente, não havia aqui verdadeiras alternativas, são todos partidos que no fundo competem entre si para ver quem é que elogia mais Putin, quem é que apoia mais o esforço de guerra. Desse ponto de vista, realmente não há aqui nenhuma surpresa. O objetivo para o regime é precisamente demonstrar a impotência da oposição, que no fundo eles é que mandam, inclusive nas eleições. E depois também retirar margem de manobra, para quem está mais distraído fora da Rússia, poder dizer: "Nós temos o apoio da população, até fazemos eleições, ao contrário da Ucrânia, por exemplo. Até fazemos eleições nos territórios ocupados".

O que obviamente é ilegal também à luz da lei internacional. É uma das coisas que não se pode fazer e que obviamente ainda tem menos valor do que num outro contexto, porque é um contexto de ocupação militar. Realmente não há aqui nenhuma surpresa. No fundo, a grande dúvida é perceber se alguma coisa muda. Por exemplo, uma especulação que se tem feito é se eventualmente Putin, depois das eleições, em que se pode concentrar noutras coisas, poderá pensar numa nova mobilização parcial para tentar compensar as enormes baixas que tem estado a sofrer.

Entretanto, soube-se que Zelensky esteve reunido com o chefe da CIA, John Ratcliffe, no aeroporto de Shannon, na Irlanda. Bruno, como interpretar que o topo da inteligência americana se encontre presencialmente com o presidente ucraniano? É o sinal de que Washington queria passar uma mensagem que é longe dos holofotes do Congresso, ou poderá ter a ver com o encontro desta terça-feira entre Zelensky e Trump em Nova Iorque?

Bem, também há a especulação de que John Ratcliffe poderia passar a ter um papel nas negociações entre a Ucrânia e a Rússia. E aliás, quando ele foi em Moscow, pôs-se essa questão, exatamente.

Ler a notícia completa no Observador ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

Mais de Observador

Ver tudo ›

Mais em Últimas

Ver tudo ›