Fundo Vivalto Partners põe dona da Lusíadas Saúde e gestora do hospital de Cascais à venda
O fundo francês Vivalto Partners pôs à venda o grupo de saúde Vivalto Santé, dona da Lusíadas Saúde e da espanhola Ribera Salud , que gere o Hospital de Cascais através de uma parceria público-privada .
O processo de alienação tem como objetivo reduzir o endividamento, avança o El Confidencial .
A Vivalto Partners contratou o banco de investimento Houlihan Lokey para vender a subsidiária (na íntegra e sem desmembramento) e vai iniciar o processo ainda no último trimestre deste ano, segundo a informação recolhida pelo jornal espanhol através de fontes conhecedoras do negócio.
A Vivalto Santé é o terceiro maior grupo de clínicas e hospitais privados em França, mas também opera em Portugal – onde detém a Lusíadas Saúde – e noutros seis países , entre os quais Suíça, Eslováquia e República Checa, contando com cerca de 240 hospitais e centros de saúde e mais de 24 mil profissionais de saúde para dar resposta a aproximadamente seis milhões de doentes por ano.
Vivalto Santé finaliza compra da Lusíadas Ler Mais No entanto, em 2024, a dívida financeira bruta do grupo ascendeu a 1,458 mil milhões de euros , mais do que os 1,377 mil milhões de euros registados no ano anterior, devido à reestruturação após a pandemia de Covid-19.
Em 2024, o grupo teve um lucro operacional (EBITDA) de 278,9 milhões de euros, mais 7,6% do que no ano anterior, o que a avalia em cerca de 2,5 mil milhões de euros ( enterprise value ).
A notícia surge mais de oito meses após ter vindo a público que a Vivalto Santé, proprietária da Lusíadas Saúde e concessionária hospitalar Ribera Salud, estava à procura de um novo investidor financeiro e tinha começado a vender ativos nas regiões de Extremadura e Múrcia, em Espanha, para melhorar o balanço.
No início de 2024, num encontro com jornalistas, em Lisboa, o diretor-geral da Vivalto Santé disse que 30% do grupo era “controlado por médicos” , o que faz com que as unidades sejam administradas por todas as partes interessadas no processo e não apenas por gestores.
“Todos discutem os problemas dos hospitais e também os investimentos.
Todos são parte da monitorização”, afirmou Emmanuel De Geuser, em declarações citadas pela agência Lusa .
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.