UE debate criação de centro para combater interferências da Rússia
O relatório, elaborado pela Comissão Especial sobre o Escudo da Democracia Europeia do Parlamento Europeu (PE), visa reforçar a resiliência da UE contra a interferência estrangeira, a manipulação de informação e as ameaças híbridas, como explicou o relator, o eurodeputado sueco Tomás Tobé.
No documento, Moscovo é indicado como a maior ameaça externa à integridade das democracias europeias devido ao uso contínuo de campanhas de desinformação e ataques a infraestruturas críticas, através de sabotagem ou espionagem, mas Bielorrússia, China, Irão e Coreia do Norte são também apontados como países que visam desestabilizar a UE.
"A Rússia está a tentar enfraquecer a Europa", afirmou Tomás Tobé na apresentação do relatório ao PE, acrescentando que Moscovo "está a utilizar fábricas e redes de drones e a investir massivamente para tentar desestabilizar as sociedades" europeias.
Sublinhando que "interferência estrangeira não é liberdade de expressão", Tomás Tobé referiu que há atualmente "forças políticas dentro da Europa que estão a facilitar o trabalho dos inimigos", apontando partes da extrema-direita.
O eurodeputado, que defendeu ser "extremamente importante o Escudo Europeu da Democracia", admitiu ainda preocupações por ainda haver quem veja a Rússia como um aliado.
"Quando as forças políticas tentam enfraquecer as instituições democráticas a partir de dentro, alinhando, deliberadamente ou não, com os interesses de uma potência estrangeira hostil, estão a jogar um jogo muito perigoso", disse.
Para a comissão especial, o centro de resiliência democrática deve ter um orçamento para a ação e ser governado por todos os Estados-membros.
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