Polícia alega "cansaço" após polémica com casos e corpos na Ilha de Jeju
Q uatro corpos foram encontrados em agosto em Jeju, um destino turístico popular, incluindo o de Jang Mi-ran, de 37 anos, descoberta três meses depois de o seu companheiro ter dado conta do seu desaparecimento em maio.
O caso causou comoção na ilha, que atrai mais de 13 milhões de visitantes por ano e é um destino de lua-de-mel favorito de muitos sul-coreanos.
O escândalo levou o presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, a ordenar uma investigação sobre a condução do desaparecimento de Jang Mi-ran e a instruir o seu governo para trabalhar na reforma da polícia.
O polícia, de alcunha Bu e detido na semana passada, arquivou também o caso de um homem desaparecido na casa dos sessenta anos.
É acusado de encobrir o caso de Jang Mi-ran, registando a sua morte nos ficheiros policiais como um "acidente de trânsito".
Terá ainda dito à família dela que a tinha contactado, que estava sã e salva e que não desejava ser encontrada.
O polícia agiu "motivado principalmente por negligência profissional devido à carga de trabalho e ao cansaço associados ao aumento das suas responsabilidades", frisou na terça-feira o chefe de investigações da Polícia Nacional, Jung Tae-woon.
"A atitude evasiva e irresponsável do suspeito contribuiu para o crime", acrescentou.
A polícia não conseguiu determinar a causa da morte de Jang Mi-ran devido ao avançado estado de decomposição do corpo.
As autoridades realizaram uma revisão abrangente de cerca de 300 casos de pessoas desaparecidas tratados por Bu durante os seus 16 meses na equipa de pessoas desaparecidas.
De acordo com as suas conclusões, Bu arquivou outros 25 casos sem investigar o paradeiro dos desaparecidos ou apagando os seus ficheiros após os declarar mortos.
Todas as 25 pessoas em causa foram posteriormente encontradas sãs e salvas, confirmaram as autoridades.
Pelo menos quatro pessoas dadas como desaparecidas foram encontradas mortas na ilha turística de Jeju, na Coreia do Sul. Ao mesmo tempo, as autoridades investigam um agente da polícia suspeito de ter encerrado indevidamente centenas de casos de pessoas desaparecidas.
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