quarta-feira, 26 de agosto de 2026 PortaisSobre🌓
🇵🇹 PT ▾
ÚLTIMA HORA
Últimas

INEM. Reunião terminou sem acordo e greve mantém-se

Observador ·
INEM. Reunião terminou sem acordo e greve mantém-se

Era o cenário mais expectável e concretizou-se. Ao fim de mais de três horas, terminou sem acordo a reunião entre a ministra da Saúde, o presidente do INEM e o Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH) — um encontro considerado decisivo para travar a dupla paralisação dos técnicos do instituto, marcada para setembro. Ana Paula Martins ainda tentou mediar o conflito interno entre os trabalhadores e o Conselho Diretivo do INEM, chamando ambas as partes para uma reunião, mas sem sucesso — pelo menos, para já.

Desta forma, a greve geral mantém-se agendada para os dias 14 e 28 de setembro (duas segundas-feiras, o dia da semana em que o INEM recebe mais chamadas) tornando as consequências do protesto difíceis de prever.

À saída do Ministério da Saúde, o presidente do STEPH, Rui Lázaro, confirmou que não foi possível chegar a um entendimento, mas adiantou que houve aproximações entre as posições do sindicato que lidera e as posições do Conselho Diretivo do INEM e da ministra da Saúde. “ Existiram aproximações. Contudo, não foi possível chegar a acordo “, disse o responsável aos jornalistas. “Tivemos oportunidade de clarificar e fundamentar as preocupações que estão nas nossas reivindicações, o Governo e o senhor presidente do INEM tiveram oportunidade de se aproximar das nossas reivindicações e também das nossas preocupações”, acrescentou.

INEM em clima de guerra. Ministra convoca sindicato e direção, mas acusações de “interesses ocultos” acabam em tribunal

Rui Lázaro vincou que foi possível aproximar posições nas duas grandes mudanças na organização do socorro que os técnicos rejeitam: a substituição das ambulâncias de Suporte Imediato de Vida por viaturas ligeiras e a alocação das ambulâncias de Emergência Médica aos hospitais. O presidente do STEPH avançou que o sindicato vai receber, nos próximos dias, uma contraproposta da parte do presidente do INEM, Luís Cabral, e “em nome do Governo” que depois vai analisar.

O presidente do INEM terá admitido a possibilidade de manter ao serviço do INEM parte significativa das ambulâncias de Emergência Médica e de não avançar já com a substituição de todas as ambulâncias SIV por veículos ligeiros, optando antes por testar a medida em projetos-piloto. “Houve aproximação quanto às 56 AEM, que se podem manter quase na totalidade (salvo raras exceções) disponíveis para receber os cidadãos. E houve aproximação no caso das ambulâncias SIV, para que se possa avançar com projetos-piloto para análise e decisão mais tarde “, disse Rui Lázaro, remetendo a análise das propostas para um documento que vai ser remetido ao sindicato nos próximos dias.

Um outro tema alvo de negociação na reunião desta quarta-feira foi a exigência do STEPH de aumentar a rede de Ambulâncias de Emergência, abrindo até final de 2027, no mínimo, duas em cada concelho que ainda não disponha deste meio. “Suspeitamos de que o Governo possa tentar estender o prazo ou até alterar esta medida”, disse Rui Lázaro.

“Se a contraproposta for possível de ser aceite, e que percebamos que a resposta que o INEM dá não é colocada em causa (e sai reforçada), então, teremos todo o gosto em desconvocar a greve .

Ler a notícia completa no Observador ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

Este assunto em outros veículos

Mais de Observador

Ver tudo ›

Mais em Últimas

Ver tudo ›