CDS-PP/Madeira rejeita uso político da crise da habitação
O Conselho Regional do CDS-PP/Madeira manifestou hoje solidariedade com todos os que lutam pela falta de habitação, mas repudiou a alegada instrumentalização da situação pelos extremistas de esquerda em Portugal e na Europa.
Esta é uma das conclusões das reuniões do Conselho Regional e da Comissão Política dos centristas madeirenses hoje realizadas.
Em comunicado, o CDS/PP-Madeira declara que "compreende a insatisfação, e mesmo o desespero, dos jovens, das famílias vulneráveis e da classe média que procuram uma habitação e não a conseguem encontrar a preços acessíveis".
Mas, acrescenta, "não aceita que esta legítima reação seja transformada em atos violentos e violadores das leis do Estado de Direito Democrático, incentivadas por radicais e extremistas que só querem lançar o caos nas nossas sociedades".
No documento, a estrutura regional do CDS-PP, que integra a governação, em coligação com o PSD, na Região Autónoma da Madeira, assegura que vai "pugnar, como sempre o fez, para garantir que o Estado, a região e o mercado asseguram uma habitação condigna a cada cidadão e a cada família".
O objetivo dos executivos nacional e regional é que as pessoas "possam ter casas acessíveis para venda ou arrendamento para todos os segmentos da nossa sociedade", acrescenta o partido.
Nesse sentido, lembra as 808 casas construídas na Madeira por este Governo Regional, bem como os "projetos de mais umas centenas [que estão] em execução".
No comunicado, o Conselho Regional do CDS/Madeira adianta que preparou as suas propostas para o Orçamento e Plano de Investimentos da Região para 2027 e que elegeu "seis prioridades para a concretização de uma política de crescimento económico e de coesão social".
Enuncia que sustenta o crescimento económico, que deve chegar a todos, com valorização dos salários, quer no público quer no privado, acima da inflação.
Também a "manutenção da redução do IRS (Imposto Sobre o Rendimento de Pessoas Singulares) em todos os escalões, redução do IRC (Imposto Sobre o Rendimento de Pessoas Coletivas para 12,6% e a manutenção do IVA (Imposto Sobre o Valor Acrescentado) de 4% sobre os bens essenciais, devolvendo rendimentos aos cidadãos e dando mais competitividade às empresas".
O Conselho Regional do CDS/Madeira defende ainda o salário mínimo "fixado nos 1050 euros e que os outros vencimentos, nomeadamente os da classe média, devem subir acima do aumento do custo de vida, por forma a devolver poder de compra às famílias".
O CDS-PP/Madeira defende também "medidas de apoio às empresas e às famílias para reduzir o impacto do aumento do preço dos combustíveis" e medidas para travar a subida do custo de vida.
Outra medida defendida é o "aumento substancial das verbas para a construção de habitação para venda e arrendamento acessível e apoiada".
No contexto das pretensões está igualmente "o reforço das verbas para responder ao envelhecimento da população com mais lares e apoio às famílias que possam acolher os seus seniores".
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