Ceuta: Fronteiras com segurança reforçada em dia de eleições marroquinas
Espanha e Marrocos reforçaram os dispositivos policiais nos dois lados da fronteira esta quarta-feira, dia de eleições legislativas marroquinas e depois de nos últimos dias terem circulado apelos nas redes sociais a entradas ilegais nas duas cidades coincidindo com a jornada eleitoral.
Numa conferência de imprensa em Ceuta na segunda-feira, o ministro da Administração Interna de Espanha, Fernando Grande-Marlaska, disse que se viviam "momentos de preocupação" com "outro alerta" para o dia das eleições legislativas em Marrocos.
No lado de Marrocos, foram também mobilizados dispositivos de segurança especiais para a fronteira com `Ceuta e para as estradas que ligam as cidades de Tânger e Tetuán à localidade fronteiriça de Fnideq, segundo fontes locais citadas pela agência de notícias EFE.
O dispositivo de Marrocos na fronteira com Ceuta inclui camiões com canhões de água, mas há até agora pouco movimento na passagem fronteiriça, descreve hoje a EFE.
Durante a madrugada, houve no lado de Marrocos movimentos de grupos de migrantes de países subsaarianos que estão instalados na região de Fnideq e confrontos com a polícia, que terminaram com quatro detidos, disseram as mesmas fontes citadas pela agência de notícias espanhola.
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Espanha, José Manuel Albares, disse hoje, em declarações à rádio Cadena SER, que as autoridades marroquinas garantiram colaboração ao governo espanhol para evitar que se repita algo semelhante ao ocorrido em Ceuta no final de julho, quando mais de 70.000 pessoas cruzaram ilegalmente a fronteira a partir de Marrocos.
Além do reforço de segurança, a embaixada de Espanha em Rabat lançou no início da semana uma campanha para desencorajar as tentativas de entrada ilegal em Ceuta e Melilla.
"Entrar em Espanha de forma irregular por Ceuta e Melilla não garante o direito de acesso à Península Ibérica, de permanecer em Espanha ou de circular livremente pelo resto da União Europeia", refere a embaixada de Espanha em Marrocos na campanha 'online'.
"Não se deixem enganar por informações falsas. A recente decisão do Supremo Tribunal clarifica o procedimento para quem entra por via marítima. Não modifica a Lei da Imigração. Não declara ilegais as recusas de entrada nas fronteiras. Não impede o regresso", acrescenta a campanha, que foi partilhada nas contas de vários consulados espanhóis no país norte-africano.
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