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Operação Marquês. Antigo ministro Teixeira dos Santos contraria acusação e diz que foi ele a escolher Armando Vara para a CGD

Diário de Notícias ·
Operação Marquês. Antigo ministro Teixeira dos Santos contraria acusação e diz que foi ele a escolher Armando Vara para a CGD

Um dos antigos ministros das Finanças de José Sócrates garantiu esta quinta-feira (17 de setembro) que nomear Armando Vara como administrador da Caixa Geral de Depósitos (CGD) foi escolha sua e não do antigo primeiro-ministro, contradizendo o antecessor e o Ministério Público.

"A escolha foi minha e comuniquei-a" [ao primeiro-ministro], testemunhou no julgamento do processo Operação Marquês, em Lisboa, Fernando Teixeira dos Santos, que sucedeu em julho de 2005 a Luís Campos e Cunha na pasta das Finanças no executivo de José Sócrates, até junho de 2011.

Na acusação datada de 2017, o Ministério Público (MP) alega que José Sócrates e Armando Vara, nomeado para a administração da CGD no final de 2005, foram subornados num total de dois milhões de euros por dois investidores do 'resort' algarvio de Vale do Lobo para beneficiar o empreendimento.

Em novembro de 2025, Luís Campos e Cunha, ministro entre março e julho de 2005, assegurou, ao testemunhar no julgamento, que José Sócrates insistiu "desde o início" que Armando Vara fosse nomeado para a administração do banco público , precisando que a pretensão seria que este fosse vice-presidente e Carlos Santos Ferreira presidente.

Questionado pelo MP se é uma "enorme coincidência" que se tenha lembrado da mesma pessoa que o antecessor indicara como tendo sido recomendada por José Sócrates, Fernando Teixeira dos Santos disse não saber.

Segundo Teixeira dos Santos, a decisão de mudar a administração da CGD visou pôr fim a uma situação em que esta estava pública e internamente "muito fragilizada", tendo a opção por Armando Vara sido baseada na sua competência.

"Para mim, o que era relevante era ter alguém que era da Caixa, que era bem visto no trabalho que estava a desenvolver [num cargo de direção no banco público]", disse.

José Sócrates, de 69 anos e à data secretário-geral do PS, responde entre outros crimes, por três de corrupção, por ter, alegadamente, recebido dinheiro para beneficiar o grupo Lena, o Grupo Espírito Santo (GES) e Vale do Lobo.

Armando Vara, de 72 anos, é outro dos 21 arguidos no processo, que, têm, em geral, negado a prática dos 117 crimes económico-financeiros que lhes são imputados.

O julgamento decorre desde 03 de julho de 2025, no Tribunal Central Criminal de Lisboa, e os alegados crimes terão sido praticados entre 2005 e 2014.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

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