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Portas assassinas assustam os chineses e não os europeus?

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Portas assassinas assustam os chineses e não os europeus?

Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

"Operação Stop" na Rádio Observador. Todas as semanas as novidades do mundo automóvel, como sempre, com o Alfredo Lavrador. Alfredo, seja muito bem-vindo. Como é que estás? Como é que foi essa semana?

Também, sim. Obrigado, Alfredo. Esta semana queres falar de portas assassinas. Acho que isso é lançamento mais do que suficiente para te perguntar que tipo de portas são essas e o que é que fizeram para serem apelidadas de portas assassinas?

Fizeram o que é normal esperar. Provocaram a morte de pessoas. Não de propósito, claro. Mas deixa-me contar-te rapidamente a história, para um bocado a situação. Quando surgiram os veículos elétricos, a necessidade de os tornar mais aerodinâmicos levou os construtores a montarem pegas de porta retráteis, com funcionamento elétrico. Portanto, pegas de portas que ficassem à superfície da chapa para anular a turbulência que prejudica a estética, mas sobretudo limita o consumo e a autonomia. Simultaneamente, e para facilitar a tarefa do condutor e dos restantes ocupantes, passou a ser moda abrir as portas a partir do interior, pressionando apenas um botão, em vez daquela tradicional alavanca que se puxa, aciona um cabo, que por sua vez destranca a porta do carro. Ora sucede que, em caso de acidente muito grave, que provoque a interrupção do circuito elétrico do carro, ou que este comece a arder, ou até caia dentro de água e fique submerso, como o carro fica sem energia e as portas, como te disse há pouco, têm comando elétrico, torna-se impossível abrir, tanto para quem quer sair do veículo, como para os socorristas que desejam assistir os acidentados. E isso é uma chatice.

Quem produziu os primeiros fechos de porta puramente elétricos em grande quantidade, tanto por dentro como por fora, com pegas retráteis no exterior, foi a Tesla, no que foi prontamente seguida por muitos outros fabricantes, especialmente os chineses, que procuraram o ar sofisticado que este sistema transmite. E o objetivo era também favorecer o conforto dos utilizadores e a facilidade de acionamento, mas igualmente tornar mais rápida a montagem, uma vez que instalar um fio elétrico do botãozinho até ao fecho da porta, para ordenar a abertura ou o encerramento, é muito mais simples e leve do que o tradicional sistema de alavanca e cabo.

Na China, esta questão obrigou a um recall recorde de carros. Não aconteceu o mesmo na Europa, mas vamos por partes, Alfredo. O que é que aconteceu na China e que agitação é que isso provocou?

Foi só preciso esperar quando, a partir do momento em que começaram a circular veículos equipados com esse sistema em grande número, também começaram a aparecer os acidentes. Como é óbvio, todos os carros batem ou são embatidos, às vezes não são os carros que provocam o acidente, mas sim, são vítimas dele. E começaram a aparecer pessoas que batiam em árvores, por exemplo, despistavam-se, batiam em árvores ou noutros veículos, ficavam presos dentro do carro.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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