Quem são os novos PIIGS?
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A Grécia financia-se, hoje, com juros mais baixos do que França.
Portugal financia-se hoje com juros mais baixos do que França.
Estas afirmações, feitas há dez anos, seriam inacreditáveis.
Em outubro de 2026, as obrigações francesas (4,86%) a dez anos negoceiam acima das gregas (4,41%) e das portuguesas (3,99%).
O termo PIGS surgiu nos anos noventa para designar as economias do sul da Europa com fragilidades estruturais: Portugal, Itália, Grécia e Espanha.
Depois da crise das dívidas soberanas, passou a incluir a Irlanda de forma a rotular os países que tiveram de recorrer ao apoio do Fundo Monetário Internacional.
Mas porque é que a segunda maior economia da União Europeia tem custos com a dívida superiores a todos os PIIGS? À primeira vista, seria tentador apontar apenas para o rácio da dívida pública francesa, perto dos 120% do PIB, como a explicação.
Mas o mercado das dívidas soberanas avalia a trajetória orçamental bem como a capacidade política de a corrigir.
E é aí que França falha.
Políticos com visão para o passado Os franceses não começaram a envelhecer mais rapidamente nos últimos meses, mas os políticos mostraram que não são capazes de enfrentar o envelhecimento regular da população.
Um exemplo claro chegou em 2023, quando o governo francês aprovou uma subida da idade da reforma.
Dois anos depois, Sébastien Lecornu suspendeu-a para evitar nova censura parlamentar.
O recuo custa 400 milhões em 2026 e irá custar 1,8 mil milhões em 2027.
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