Nunca desistiram dele e ele continua a recusar desistir
Várias ideias, uma palavra em comum: processo. O léxico futebolês ganhou um novo termo querido sempre que se quer falar de algo que está num momento de construção – se estiver a correr bem, aquilo que se quer é consolidar e melhorar o processo; se os resultados não estiverem a aparecer, diz-se que é preciso acreditar e confiar no processo. “O” processo, sempre. E era aí também que entroncava o atual momento do Benfica, a uma semana da primeira paragem para compromidos das seleções e no ciclo competitivo mais duro até ao momento, não só pela receção ao Gil Vicente (que levava sete pontos em quatro jogos com apenas um golo sofrido) mas também pelas deslocações a San Siro para a Liga Europa e ao Dragão para o Campeonato.
Benfica-Gil Vicente. Enzo Barrenechea de início, Palhinha no banco (0-0, 1′)
O “processo” estava a ser consolidado, o “processo” tinha de ser melhorado. Numa primeira instância, a ideia passou por montar um ataque que permitisse superar as barreiras tendencialmente mais baixas de equipas com menos argumentos. Para isso, houve muito trabalho a nível de dinâmicas ofensivas, as melhores opções para aproveitar ao máximo as características de Vangelis Pavlidis na frente (não foi por acaso que teve um arranque com mais golos do que nas épocas anteriores) e a colocação de Prestianni em posições onde pode render mais, entre a esquerda e o meio, com Rafa a descair sobre a direita sem que o rendimento baixasse. Objetivo cumprido. Depois, as questões defensivas. Mais do que uma maior rotina de Lenglet com Tomás Araújo ou de Samuel Soares com a linha recuada, a entrada de João Palhinha trouxe o poder nas transições que faltava para esconder algumas debilidades que iam sendo exploradas. Com o Moreirense, Marco Silva deu mais um passo na sistematização das opções iniciais, fazendo coabitar Prestianni e Schjelderup.
13 dias depois, estamos de volta à Catedral ❤️ pic.twitter.com/JeZX3cfp9R
“Prestianni na seleção? Terão de perguntar ao selecionador ou esperar pela convocatória, está fora do meu controlo. Ter os jogadores nas seleções é um motivo de orgulho, embora fiquemos sem eles. O Prestianni tem trabalhado muito nos treinos e isso tem permitido expressar o seu melhor futebol, tem compromisso”, frisou na antecâmara do encontro entre os minhotos, onde confirmou a ausência de Bah sem que isso alterasse as dinâmicas da equipa. “O Prestianni jogou por dentro, como já tinha dito que podia acontecer. É um jogador que está num grande momento. Jogou mais pela direita, agora mais pela esquerda, mas sabia que podia jogar no meio. Teve várias permutas com o Andreas [Schjelderup] e fiquei muito satisfeito. Palhinha? Não é uma aposta pessoal minha, é uma aposta do Benfica”, explicou também o técnico dos encarnados.
“A equipa tem muito a melhorar. Dei os parabéns à equipa no último jogo, em mais um relvado difícil, e fizemos uma exibição acutilante. No fim do jogo dei-lhes os parabéns e disse-lhes que fiquei muito satisfeito com a reação à perda da bola. Os nossos avançados são os primeiros a pressionar. Mas temos batalhas muito duras por vir.
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