Homem executado no Irão por homicídio de polícia de trânsito
As autoridades do Irão executaram hoje um homem condenado à morte pelo homicídio de um agente da Polícia de Trânsito em Minab, depois de o Supremo Tribunal iraniano ter confirmado a sentença.
O homem, cuja identidade não foi divulgada, foi executado numa prisão de Minab, sul do Irão, depois de ter sido condenado pela morte por atropelamento de um polícia durante uma operação contra o contrabando na região, indicou o portal de notícias Mizan, ligado ao sistema judicial iraniano.
A Procuradoria da província de Hormozgan salientou que "o sistema judicial iraniano, em consonância com a missão religiosa, revolucionária e nacional não poupa esforços" para proteger os elementos da segurança nacional e da ordem pública.
Neste sentido, enfatizou que o sistema judicial vai "atender às exigências da população" e à insistência das autoridades e atuar "com seriedade e determinação" contra aqueles que atentarem contra os agentes.
Na segunda-feira, a relatora das Nações Unidas para a liberdade de reunião e associação, Gina Romero, anunciou se vai associar hoje à greve de fome de 24 horas realizada todas as terças-feiras por presos políticos em várias prisões do Irão, para exigir o fim das execuções no país.
"A pena de morte está a ser utilizada contra as pessoas por exercerem os direitos à liberdade de reunião, de associação e de expressão, bem como os direitos políticos", afirmou a relatora nas redes sociais, antes de anunciar que os reclusos que realizam esta greve "arriscam tudo atrás das grades".
A campanha "Terças-feiras contra as Execuções" é um movimento de resistência civil lançado pelos próprios reclusos, alguns dos quais estão na iminência da execução.
A especialista da ONU em direitos humanos afirmou que "milhares de manifestantes foram mortos pelas forças de segurança" nos protestos ocorridos em janeiro e que, desde março, foram executados 46 presos políticos no Irão.
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