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Porque caminhar se torna tão difícil com a idade

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Porque caminhar se torna tão difícil com a idade

À medida que envelhecemos, o corpo troca a velocidade e a eficiência da marcha pela estabilidade, uma estratégia de segurança que pode manter-nos de pé, mas torna cada passo mais cansativo.

Um novo estudo descobriu que o envelhecimento está associado a uma estratégia de marcha que privilegia a segurança. Esta abordagem enfatiza a estabilidade em vez da velocidade e da eficiência energética, ajudando a explicar por que razão os idosos podem cansar-se mais rapidamente.

No novo estudo , publicado em abril na Gait , os investigadores analisaram dados de movimento de 107 adultos saudáveis com idades compreendidas entre os 26 e os 86 anos. Descobriram diferenças pequenas relacionadas com a idade, na forma como o tornozelo e os músculos adjacentes controlam cada passo.

A equipa descobriu que os idosos têm maior tendência para ativar simultaneamente músculos opostos à volta do tornozelo. Este padrão é conhecido como co-contração, que torna a articulação do tornozelo mais rígida e pode melhorar a estabilidade quando o pé entra em contacto com o solo.

Segundo o ScienceDaily , os participantes mais idosos também geravam menos força de impulso a cada passo. Como resultado, as suas passadas eram mais curtas e a velocidade de marcha era mais lenta.

“Estas alterações também podem aumentar a fadiga e tornar mais difícil caminhar distâncias mais longas, ao mesmo tempo que reduzem a capacidade de recuperação após tropeções ou escorregadelas — um fator-chave nas quedas entre os idosos”, disse o autor principal do estudo Maarten Immink .

As mudanças graduais podem afetar a confiança e a independência, e as pessoas podem notar que se cansam mais rapidamente ou se sentem menos estáveis, especialmente em terrenos irregulares.

Os resultados sugerem também possíveis formas de ajudar as pessoas a manter a mobilidade à medida que envelhecem.

Em vez de se concentrarem apenas no desenvolvimento da força, os investigadores afirmam que os programas de exercício devem também dar ênfase ao equilíbrio e à coordenação, prestando atenção à forma como os diferentes músculos trabalham em conjunto durante cada passo.

Por fim, os especialistas esperam que estas conclusões possam contribuir para a melhoria das estratégias de prevenção e reabilitação destinadas a reduzir as quedas e a promover um envelhecimento saudável.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em zap.aeiou.pt — o conteúdo pertence a ZAP.

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