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Ordens de bolsa recebidas pelos intermediários financeiros sobem 55,4% em setembro para 45,7 mil milhões

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Ordens de bolsa recebidas pelos intermediários financeiros sobem 55,4% em setembro para 45,7 mil milhões

O valor das ordens sobre instrumentos financeiros recebidas pelos intermediários financeiros registados na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) totalizou 45.725,7 milhões de euros em setembro, o que representa uma subida de 55,4% face a agosto e de 24,5% em termos acumulados desde o início do ano, em comparação com o mesmo período de 2025.

Segundo dados divulgados pela CMVM, a evolução mensal foi impulsionada sobretudo pelas ordens sobre instrumentos de dívida pública, cujo valor aumentou 70% para 28.988,4 milhões de euros.

Já as ordens sobre dívida privada cresceram 15,7%, para 3.210,4 milhões de euros.

Nas ações, o valor das ordens recebidas avançou 39,5% face ao mês anterior, atingindo 4.117,8 milhões de euros.

No segmento acionista, o BCP liderou a quota de mercado das transações sobre ações, com 31,2%, seguido da Caixa – Banco de Investimento, com 13%, e do BPI, com 12%.

Já nas transações sobre dívida pública e privada, a maior quota de mercado pertenceu ao BNP Paribas – Sucursal em Portugal, com 84%, seguindo-se o Banco L.J.

Carregosa, com 13,3%, e o ABANCA Portugal, com 0,5%.

Por seu lado, o valor das ordens sobre instrumentos financeiros derivados aumentou 14,8% em setembro, para 205.594,3 milhões de euros.

Os contratos forward continuaram a ser o instrumento mais negociado neste mercado, representando 70,4% do total, após um crescimento mensal de 6,8%.

As transações sobre contratos de futuros registaram, por sua vez, um aumento de 91% face a agosto.

De acordo com a CMVM, o valor das ordens emitidas por residentes cresceu 30,5% em setembro, enquanto as provenientes de não residentes aumentaram 60,1%.

Quanto ao local de execução, 60,3% das ordens recebidas foram executadas em mercados regulamentados internacionais, 5,2% em mercados nacionais, 2,1% fora de mercado, enquanto 32,3% foram internalizadas pelos próprios intermediários financeiros.

Os Estados Unidos, a Alemanha e a França foram os principais destinos das ordens executadas durante o mês de setembro.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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