PS acusa Governo de ter agravado "problema da Habitação"
"Nós temos de ter respostas, porque aquilo que o Governo fez até agora foi agravar um problema. Já tinha um problema, mas agravou o problema" , acusou José Luís Carneiro, em Matosinhos para a primeira de "muitas reuniões" ao abrigo de um Programa Nacional de Auscultação que pretende ouvir vários setores da sociedade para "preparar a estratégia de Habitação para a próxima década".
Como exemplo de como o Governo piorou o problema da Habitação, José Luís Carneiro salientou que "por força da chamada renda moderada adotada pelo Governo, houve um crescimento em flecha dos custos com um arrendamento de 34%".
Após visitar um empreendimento novo naquele concelho do distrito do Porto construído para habitação acessível, o líder socialista explicou que quer criar um Serviço Nacional de Habitação Acessível, "que integre os esforços e os instrumentos normativos que já estão hoje disponíveis no Estado".
Isto porque, considerou, "a Habitação hoje é um problema grave para as famílias, para os mais jovens, é, talvez, o problema mais grave que enfrentam as diferentes gerações, os avós, os filhos e os netos, por razões, por um lado, de sustentabilidade das condições de vida e, por outro, mesmo de emancipação das gerações mais jovens".
O novo Serviço Nacional proposto pelo PS, além dos instrumentos já existentes, quer, referiu José Luís Carneiro, "integrar respostas do ponto de vista dos apoios ao arrendamento e respostas diferenciadas para os mais jovens".
"Nós damos hoje o primeiro passo num caminho que nos vai levar à apresentação de uma proposta pública correspondente a um Serviço Nacional de Habitação Acessível, para mobilizar o recurso do Estado, o recurso do cooperativismo, o recurso das associações, mobilizando a arquitetura, a engenharia, a construção civil, as forças públicas e privadas para um esforço nacional para responder àquilo que é um dos pontos mais críticos da vida coletiva", explanou.
José Luís Carneiro lembrou que a "estratégia lançada pelos governos do PS", e que agora está a terminar, permitiu "entregar as tais 31 mil casas requalificadas ou construídas, que o primeiro-ministro não teve a coragem de dizer que se devia ao planeamento, ao investimento dos governos do PS".
"Agora temos de lançar um novo programa para os próximos 10 anos e é disso que nós estamos a falar, que significa mais de 380 mil casas que o país está a precisar, de acordo com dados da Associação Representativa da Construção Civil, mas há um plano que tem de ser lançado que integre todas as forças, serviços e capacidades do Estado, das cooperativas e do setor privado para respondermos a esta necessidade", apontou.
E continuou: "Até outubro vamos realizar esta caminhada, estaremos em condições em outubro de apresentar publicamente a nossa abordagem para aquilo que é um dos problemas mais críticos para todas as gerações", garantiu.
Salientando que a Habitação "é o tema número um" da sua agenda política e que "ainda" não é primeiro-ministro, José Luís Carneiro garantiu também que está a "construir uma alternativa séria e de confiança".
"Que fique claro, mais uma vez, o seguinte: eu não estou aqui para servir o Partido Socialista, eu estou aqui para servir o país co
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Política.