E tu, Ricardo Costa?
Aqui há uns tempos o meu filho mais novo tirou as amígdalas e com isso tivemos oportunidade de estar mais tempo juntos, em casa, durante a sua recuperação.
E foi fácil e giro encontrar assuntos comuns em frente à televisão.
A televisão tem tido sempre esse papel central nas casas das famílias.
Aglutinador.
E se antigamente eram a Cornélia e as primeiras novelas brasileiras, depois poderá ter perdido alguma dessa capacidade até que o Covid chegou e nos sentou a todos em casa.
E, de novo, a TV ganhou centralidade e nova vida com os canais a registarem audiências recordes, mas também com novas realidades como o streaming e o Youtube que começou aí a sua evolução de saltar do ecrã pequenino do telefone para o ecrã gigante das smartTV´s.
E essa evolução é tal que já vemos tudo ou quase tudo lá, desde música a séries e até mesmo jogos do Campeonato do Mundo de futebol.
Voltando às amígdalas do meu filho e às horas que passamos juntos em frente ao ecrã da televisão a vermos YouTube, admito que me maravilhei: devorámos horas e horas de episódios de “ outdoor boys ” e muitas outras coisas relacionadas.
Ou seja, tudo o que são os nossos interesses comuns estavam e estão lá para maratonas.
Mas depois foi cansando.
Vimos muito, mas quando mais víamos, mais me parecia mais do mesmo.
E foi aí que me chegou a dúvida em relação a esta utilização nova do equipamento TV.
É que se sempre vi a televisão e a sua programação, desde entretenimento a informação, como uma janela para o mundo, para me abrir horizontes.
Mas agora ela deixou de ser uma janela e parece-me mais um espelho.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.