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O homem que "Só" marcou a música portuguesa: Jorge Palma (1950-2026)

CNN Portugal ·
O homem que "Só" marcou a música portuguesa: Jorge Palma (1950-2026)

O músico Jorge Palma, que morreu na noite de segunda-feira, aos 76 anos, trocou a música clássica pelo rock no início da adolescência, acabando por se tornar num dos cantores e compositores mais marcantes da música portuguesa contemporânea.

Nascido em Lisboa, em 1950, Jorge Palma começou aos 6 anos a ter aulas de música, tendo ingressado no Conservatório de Música de Lisboa aos 10.

Embora as aulas tenham começado aos 6 anos, Jorge Palma começou a tocar antes disso, em casa, onde havia um piano.

“Era o meu brinquedo. Tinha bom ouvido e as coisas que ouvia na rádio e no gira-discos reproduzia-as no piano. Tinha jeito para aquilo e as pessoas repararam, a começar pela minha mãe, que também tinha estudado piano. Daí ter-me posto a estudar aos 6 anos”, partilhou numa entrevista, publicada em 2024 no 'site' Mensagem de Lisboa.

Em 1963, ficou em segundo lugar num concurso internacional de piano, no Festival Juventudes Musicais, em Palma de Maiorca, Espanha, onde foi também distinguido com uma Menção Honrosa.

Embora a sua carreira comece a ser contada em 1972, ano em que gravou o primeiro 'single' em nome próprio, o percurso na música começou oito anos antes, aos 14 anos, quando abandonou a música clássica para se dedicar ao pop-rock.

Na altura, o que o movia “eram miúdas, festa, aquelas coisas”. No liceu, começou “a ouvir a pop rock, a começar por [Elvis] Presley, mas sobretudo [The] Beatles e [The Rolling] Stones”. “Aí abandonei completamente os estudos clássicos, chumbei no Liceu Camões, no 4.º ano, deixei de ir à ginástica, às aulas de piano”, recordou Jorge Palma, em entrevista à Lusa, em 2022.

Após terminar o liceu, entrou na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, que frequentou durante dois anos, até desistir.

Antes de se apresentar em nome próprio, Jorge Palma fez parte do grupo Sindicato, que tocou na primeira edição do festival de Vilar de Mouros, em 1971, e dos Black Boys.

Na mesma época, começou a trabalhar em composição, orquestração e gravação.

Em 1972, gravou “The Nine Billion Names of God”, o primeiro 'single' em nome próprio, cujo pagamento recebeu em eletrodomésticos.

O título do tema foi retirado de um conto de Arthur C. Clarke e inspirado no livro “O Despertar dos Mágicos”, de Louis Pauwels e Jacques Bergier.

“Gostei muito desse conto, ‘The Nine Billion Names of God’, que é um conto pequeno em que há um confronto entre a mística, o espiritualismo dos monges tibetanos, e os computadores do mundo ocidental. E consegui, num inglês ainda académico, fazer uma canção que não está nada mal feita. Tinha eu nessa altura 22 anos”, contou ao jornal Público, em 2022.

Quando quis gravar “The Nine Billion Names of God” e o lado B do ‘single’, “Come, Morpheus”, Jorge Palma foi ter com “o grande músico e maestro” Thilo Krasmann, que o gravou, cedendo espaço de estúdio para que gravasse a maquete, de piano e voz, mas “não pertencia a nenhuma editora”, recordou em entrevista à Lusa em 2022.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.

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