Noruega: maior fundo soberano do mundo perdeu 26.388 milhões no terceiro trimestre
O Fundo de Pensões Global do Estado norueguês, o maior fundo soberano do mundo, perdeu 278.000 milhões de coroas (26.388 milhões de euros) no terceiro trimestre, impactado pela queda de 3,5% dos investimentos em obrigações.
Os investimentos do fundo, que está avaliado em 2,3 biliões de dólares (2,05 biliões de euros), obtiveram um rendimento médio negativo de meio ponto percentual, 0,18 pontos abaixo do índice de referência, devido também ao fraco resultado da parte aplicada em ações.
“O rendimento do fundo variou pouco, fechando com um número ligeiramente negativo, já que a subida das taxas de juro provocou um resultado mais fraco nos investimentos de renda fixa”, assinalou num comunicado Trond Grande, diretor executivo adjunto do Norges Bank Investment Management (NBIM), o banco público que gere o fundo.
Trond Grande explicou que “o rendimento das ações também esteve perto de zero, embora com grandes diferenças entre setores”.
O diretor-adjunto também sublinhou que, enquanto as companhias energéticas experimentaram a maior subida, os setores “sensíveis às taxas de juros”, como os serviços públicos e o setor imobiliário, registaram uma queda.
A parte em renda fixa caiu 3,5%, enquanto a investida em ações subiu meio ponto percentual.
O valor do fundo, que não ofereceu dados do acumulado dos nove primeiros meses, caiu em 670.000 milhões de coroas norueguesas (63.597 milhões de euros) no terceiro trimestre.
A valorização da coroa norueguesa em relação às principais divisas reduziu o valor do fundo em 472.000 milhões (44.802 milhões de euros).
O fundo tinha em 30 de setembro passado um valor de 22 biliões de coroas norueguesas (2,01 biliões de euros).
Cerca de 72,1% do ‘portfólio’ do fundo está investido em ações, 25,8% em renda fixa, 1,6% no setor imobiliário e 0,5% em infraestrutura de energias renováveis.
O fundo petrolífero norueguês tinha apresentado um lucro de 1,75 biliões de coroas (160.000 milhões de euros) até junho, o maior ganho num semestre da sua história.
O resultado do primeiro semestre foi impulsionado pelo bom desempenho no mercado de ações, especialmente das ações de empresas tecnológicas asiáticas, que fez com que o rendimento médio da carteira do fundo fosse de 9,4%.
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