Líder de movimento estudantil indiano libertado
O movimento estudantil indiano de protesto “Partido das Baratas” afirmou que o seu porta-voz e dirigente, Deepak Baliyan, foi libertado após ter sido mantido sob custódia pela Polícia do estado do Rajastão (noroeste).
Ranka sublinhou que “há limites que não devem ser ultrapassados” e considerou positivo que a polícia regional “tenha acabado por se aperceber disso”.
Até ao momento, Deepak Baliyan não comentou os acontecimentos. No entanto, na rede social X foi publicada uma mensagem assinada pela sua equipa, na qual se afirma que “ o telemóvel de Deepak Baliyan foi destruído pela Polícia de Kathumar”, cidade do estado do Rajastão.
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“Foi também relatado que lhe foi prometido um encontro com a mãe , alegando o delicado estado de saúde desta, e que durante esse período foram recolhidas as suas assinaturas”, acrescenta a publicação.
Na quinta-feira, o movimento denunciou a detenção de Baliyan na sua própria residência, alegando que o porta-voz teria sido “ arrastado, agredido e detido pela Polícia do Rajastão, sendo depois transferido para um local desconhecido”.
“Esta é a face absolutamente ditatorial deste Governo”, declarou o movimento, divulgando igualmente um vídeo que aparenta mostrar a detenção de Baliyan pelas forças de segurança indianas.
A notícia surgiu num contexto de protestos realizados nos últimos dias contra o presidente da Comissão Eleitoral da Índia, Gyanesh Kumar, acusado de tentar manipular os cadernos eleitorais para favorecer o partido do primeiro-ministro, Narendra Modi.
As manifestações, que exigem a demissão de Kuma r, foram impulsionadas pelo “ Partido das Baratas “, liderado por assembleias de estudantes , que ganhou uma enorme influência social ao longo do ano, ao ponto de ter forçado, durante o verão, a demissão do ministro da Educação, Dharmendra Pradhan, na sequência de um escândalo relacionado com fugas de informação em exames.
Ainda assim, o coorganizador do movimento dirigiu uma mensagem aos agentes policiais de todos os estados indianos numa publicação divulgada pouco depois.
Reconhecendo que “aquilo que lhes está a ser ordenado neste momento resulta de instruções superiores”, questionou-os sobre “como podem levantar a mão contra os seus próprios filhos” e “como podem arrastá-los durante a noite, comportando-se como valentões”.
“Mesmo durante o [período colonial] britânico, houve polícias que dispararam contra os seus próprios compatriotas, alegando que estavam apenas a cumprir o seu dever.
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